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sábado, 7 de janeiro de 2012

Estiagem histórica, onda de calor e incêndios assustam Argentina

Uma estiagem severa afeta várias províncias da Argentina e atinge proporções históricas. Em algumas localidades do Centro do país, o quadro de escassez de chuva é considerado o pior em quase 46 anos. A situação é descrita como dramática em pontos das províncias de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé e Córdoba, as principais produtoras de grãos do país vizinho.
Só o milho já tem prejuízo estimado em 785 milhões de dólares, conforme levantamento do setor ruralista. A quebra total da safra de verão argentina, incluindo os danos para o milho e a soja, atingiria até agora 3 bilhões de dólares, segundo divulgou a Federação Agrária da Argentina (FAA). Lideranças políticas e agrárias pedem que partes do país sejam declaradas zona de catástrofe.
No Norte de Santa Fé, o quadro é desolador. Animais morrem no campo. Rios e açudes secaram e as lavouras são “torradas” pelo sol forte e o calor intenso que já superou 40ºC várias vezes nas últimas semanas. Muitas cidades não têm uma gota de chuva há 60 dias. Em Pejuaho, moradores acendem velas, orando por chuva.
Segundo análise da MetSul Meteorologia, a estiagem de 2011/2012 será pior que a de 2008/2009 em partes do território argentino. “Era um risco que a MetSul e meteorologistas da Argentina antecipavam há meses”, comentou o meteorologista da MetSul Eugenio Hackbart. Conforme Hackbart, algumas das áreas mais castigadas pela escassez hídrica no país vizinho podem ter chuva com elevados volumes localizados na próxima semana com a passagem de uma frente fria.
As causas são as mesmas da estiagem que afeta mais de 140 municípios do Rio Grande do Sul.
Calor
Buenos Aires teve nesta sexta-feira uma das mais altas temperaturas já registradas no mês de janeiro na capital argentina nas últimas décadas. A máxima no observatório central do bairro de Villa Ortuzar chegou a 38,8ºC. O calor diminui na cidade neste fim de semana, mas os meteorologistas portenhos advertem que no começo da semana voltará a atingir níveis extremos com marcas acima de 40ºC em vários pontos do Centro da Argentina.
Em Mendoza, a onda de calor iniciada ainda no mês de dezembro é considerada a mais longa dos últimos 10 anos. Na Patagônia, onde o calor também tem sido intenso com máximas acima de 35ºC, incêndio florestal já consumiu mais de 2 mil hectares de mata nativa na província de Chubut. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Estiagem leva Estado a assinar decreto coletivo de situação de emergência

A comissão composta por 19 órgãos e instituições que acompanha a situação da seca se reuniu nesta quinta-feira e confirmou a estratégia de colocar o Estado em situação de emergência por meio de um decreto coletivo.
Nesta sexta, será decidido se o documento vai ser feito de forma totalmente conjunta ou separado por regiões.
O decreto coletivo foi sugerido pela ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O objetivo é acelerar o acesso ao ressarcimento por agricultores prejudicados. Isso evitaria que produtores de municípios que não preenchem todos os requisitos para entrar em situação de emergência, mas que estão registrando perdas, fiquem sem os recursos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Paraguai confirma novo foco de febre aftosa no país

O Paraguai confirmou na segunda-feira à noite a ocorrência de um novo foco de febre aftosa no país e colocou outra vez o serviço sanitário do Estado em alerta. 
A propriedade onde a presença da doença foi detectada fica na localidade Pirí Pucú, no departamento de San Pedro, o mesmo onde ocorreu o episódio de setembro do ano passado.
Com o novo caso no Paraguai, a Secretaria da Agricultura deve voltar a mobilizar equipes de vigilância sanitária que percorreram a fronteira gaúcha com a Argentina entre setembro e o início de dezembro para evitar o risco de o vírus mais temido da pecuária ser reintroduzido no Estado.
Eraldo Leão, chefe do departamento de defesa agropecuária da secretaria, considera a situação de agora diferente da registrada em setembro, justamente porque a vigilância está mais atenta e preparada. Novas decisões devem ser tomadas em reunião marcada para as 8h desta terça-feira.
O veterinário Marcelo Göcks, do serviço de doenças vesiculares da secretaria, estima que barreiras sanitárias podem ser montadas em até dois dias. Göcks avalia que o risco desta vez será menor para o Estado devido à recente vacinação do gado paraguaio e à localização mais ao norte da propriedade suspeita em relação à fazenda onde a doença foi confirmada em setembro.
A suspeita foi tornada pública na sexta-feira. Segundo o proprietário dos animais, o gado apresentava sintomas de aftosa há 26 dias – antes, portanto, de o governo paraguaio declarar o fim do estado de emergência na região do foco comunicado três meses antes.
Para um veterinário gaúcho que atuou em organismos internacionais de combate à aftosa e participou de auditorias no Paraguai, o caso reforça a percepção de falta de transparência no país. 
Em setembro, autoridades paraguaias foram constrangidas por serviços sanitários dos países do Cone Sul a admitir a doença em reunião no Uruguai, quando informações sobre o foco circulavam há ao menos 20 dias.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

China investe um trilhão na agricultura

Segundo informou neste domingo (25) o ministro chinês da Fazenda, Xie Xuren, o governo central investiu em 2011 mais de um trilhão de yuans na agricultura. Crescimento de 21% em relação ao ano anterior.
Xie relatou que a pasta aumentou os subsídios aos agricultores e elevou o preço mínimo de cereais e trigo. Reforçou ainda o investimento no combate à pobreza, no valor de 220 bilhões de yuans.
No próximo ano, as finanças deverão intensificar as políticas para beneficiar e enriquecer os agricultores e, ao mesmo tempo, elevar a capacidade de produção agrícola.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Prejuízos provocados pela estiagem avançam pelo Interior

A estiagem que se espalha pelo Estado muda paisagens, baixa o nível dos rios, castiga o campo e põe os gaúchos em alerta. Onze municípios já encaminharam notificação preliminar de desastre à Defesa Civil. Nem mesmo a chuva que caiu ontem em algumas regiões foi suficiente para alterar o cenário de preocupação.
Desde 6 de dezembro, a Defesa Civil recebeu notificações e avalia prejuízos decorrentes da falta de chuva em Crissiumal, Fortaleza dos Valos, Trindade do Sul, Constantina, Engenho Velho, Novo Xingu, Rondinha, Fontoura Xavier, Santa Maria, Cruzeiro do Sul e Putinga.
De acordo com a Emater, as lavouras de milho e feijão são as mais afetadas. Há danos irreversíveis em 50% da área projetada. Levantamento divulgado ontem apontou que o número de pedidos de Proagro aumenta a cada dia. Entretanto, os prejuízos reais só serão mensurados a partir de janeiro.
Em Fontoura Xavier, no Norte, as perdas no campo chegam a 80% na safra de milho, 40% na de fumo e 40% na produção leiteira. Apesar de mais resistente, a soja já amarga quebra de 10%. Na região de Rondinha e Novo Xingu, a última chuva foi registrada em 21 de novembro. O milho destruído mal poderá ser usado para silagem. Em Constantina, o prejuízo com as lavouras de milho e soja e a produção leiteira chega a R$ 9,5 milhões, o equivalente à metade do orçamento para 2011.
No município vizinho de Engenho Velho, as perdas são estimadas em R$ 5 milhões. O agricultor João Simar Foschera já descartou 80% dos 115 hectares de milho e pelo menos 30% dos 400 hectares de soja. Com o leite, o prejuízo é de 30%. A estiagem também atinge o Noroeste.
Em Joia, a estimativa de perdas nas lavouras de milho chega a 100% e a produção de leite caiu drasticamente. Há áreas em que não chove há 50 dias.
— Os açudes estão rachando e os bebedouros e poços artesianos secaram — diz Jânio Andreatta, prefeito de Joia.
No Vale do Rio Pardo, os dois meses sem chuva também preocupam arrozeiros. Na altura da ponte da rodovia Rio Pardo-Cachoeira do Sul (ERS-403), o Rio Pardo pode ser atravessado a pé. Os bancos de areia são aparentes no Rio Quaraí, na Fronteira Oeste.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

TO: Cedrus aprova 30 projetos de agricultores familiares

O Cedrus – Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável- aprovou 30 projetos agrícolas para aquisição de terras pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário. Os projetos beneficiarão os agricultores familiares de diversas localidades do Estado. A análise iniciou na segunda-feira, 12, encerrando, nesta quarta, 14, no auditório da Caixa Econômica Federal, em Palmas.
Segundo o coordenador de Crédito Fundiário da Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, José das Crianças da Costa, os agricultores devem seguir os próximos passos para efetivar a contratação do Crédito Fundiário: primeiro, procurar as empresas de assistência técnica para organizar a documentação necessária e, em seguida, buscar orientação da UTE – Unidade Técnica Estadual na Seagro.
A UTE fará uma análise final dos projetos, para em seguida serem encaminhados às agencias financeiras. “Após esta etapa, os agricultores terão a oportunidade de trabalhar em suas terras, gerando emprego e renda para dezenas de agricultores no campo”, enfatizou o Coordenador José das Crianças da Costa.
Para o subsecretário de Assentamentos e Pequenas Propriedades da Seagro - Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Rodolfo Botelho, a aquisição do crédito é um reforço no desenvolvimento da agricultura familiar no Estado. “É importante que o homem do campo tenha a sua propriedade para trabalhar, produzir e garantir a sua fonte de renda, melhorando assim a qualidade de vida”, defendeu o subsecretário.
Programa Nacional de Crédito Fundiário
O programa tem como objetivo facilitar o acesso à terra, contribuindo para a ampliação e a consolidação da agricultura familiar. Assim, busca a criação de ocupações produtivas permanentes para as famílias beneficiadas, aumentando a renda e melhorando as condições de vida da população rural. Dessa forma, a meta é criar para cada família mais de três atividades produtivas permanentes, estimulando indiretamente outros setores da economia.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ministro anuncia criação de regionais e concurso público em 2012

Em entrevista coletiva na terça-feira (13/12), o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho falou sobre o futuro da agricultura brasileira e ações do Ministério. Entre os assuntos abordados, Mendes falou sobre a criação de cinco regionais de defesa sanitária, Código Florestal e futuras contratações.
Sobre a votação do novo Código Florestal, o ministro diz que não é um código perfeito, mas é um que podemos construir. “Ninguém saiu ganhando, ninguém saiu perdendo. O importante é que saia para a tranqüilidade do produtor. Quem produz quer continuar produzindo”, afirma, e reforça que o produtor continue plantando e acreditando, pois o governo estará protegendo. “O governo quer produção. Quem comandará o mundo será aquele que produzir alimentos. E o Brasil continuará tendo essa condição extraordinária de produtor”, ressalta.
Além do Código, Mendes lembra que o governo tem que estar do lado fazendo políticas agrícolas, dando atenção à questão do clima, corrigindo escoamento do produto, garantindo preço mínimo, entre outros. “Eu quero assegurar a renda do produtor. Preciso de uma política de escoamento bem clara e com a certeza de que será a mais barata”, pondera.
Outro ponto de grande importância levantado pelo ministro foi a defesa sanitária. Lembrando do recente surto de aftosa no Paraguai, Mendes apresentou a criação de cinco regionais sobrepostas às superintendências para haver um controle técnico mais eficiente ainda em 2012. Com um caráter eminentemente técnico, os novos servidores passarão por uma escola e serão submetidos a cursos de defesa sanitária. “As regionais farão melhor uma política de defesa, acompanharão a questão da vacinação, terão uma integração dos Estados no que diz respeito ao Suasa, entre outros”, comenta.
Mendes ressalta que a importância das regionais será tratar cada Estado de acordo com as suas necessidades. “Não posso ter lá no Norte um gado de risco médio e ter aqui no Sul um gado com o mesmo processo que lá. Isso protege a economia do país como um todo e eu acho que qualifica a defesa brasileira e permite que nós possamos comercializar com mais segurança”. Para tanto, Mendes Ribeiro já elaborou um ofício para a presidente Dilma Rousseff pedindo a aprovação de concurso público para mais de 300 vagas imediatas em todo país. Além destas, o ministro ainda lembra que em até cinco anos, mais de 60% dos servidores do Ministério estarão aposentados, e prevê que haja outro concurso para alimentar os cargos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Teto do Proagro segue sem reajuste

O aumento do teto de renda líquida, a ser indenizada pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) em caso de intempéries climáticas, esbarra na burocracia em Brasília. Previsto entre as medidas para a safra 2011/2012 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em julho, o novo limite de R$ 4 mil por agricultor ao ano ainda não entrou em vigor no país.
Quem acionou o seguro federal neste segundo semestre recebeu a indenização de 65% da renda, até o limite de R$ 3.500,00. Quem contratou os custeios até esta data não está amparado pelo novo limite porque o enquadramento foi feito considerando os parâmetros vigentes na contratação do crédito. A última atualização ocorreu em 1 julho de 2010, quando o limite era de R$ 2.500,00.
Segundo instituições financeiras, para que o novo valor seja adotado nas operações é preciso que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprove o voto e o Banco Central (Bacen) faça a regulamentação, o que ainda não aconteceu. A demora já causou transtornos. A Emater, por exemplo, havia alterado o seu sistema, que elabora os projetos de custeio para envio aos bancos, e teve de retornar ao valor antigo, porque o teto não saiu do papel, explica o coordenador de Crédito Rural da Emater, Cezar Ferreira. Preocupado com a demora, o coordenador estadual da Fetraf-Sul, Roberto Balen, diz que a entidade irá cobrar uma posição da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA ainda nesta semana. Segundo o MDA, a aprovação do novo limite depende de aval do Ministério da Fazenda e não há previsão sobre quando isso deverá ocorrer.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Bayer CropScience recebe prêmio internacional

Na 4ª edição do Agrow Awards, uma das maiores premiações do setor agroquímico mundial, a Bayer CropScience foi condecorada, na categoria "Maior Inovação Química", com o inseticida Movento®, ainda sem registro de comercialização no Brasil. A premiação, que ocorreu em novembro, reconhece a excelência em atuação na área de Proteção de Cultivos. "Ficamos muito satisfeitos com o resultado que comprova a originalidade de Movento®, inseticida com duas formas sistêmicas de ação e amplo espectro, que agrega valor por oferecer o manejo integrado de pragas em diversos cultivos", afirma Frank Terhorst, responsável global de Inseticidas da Bayer CropScience para os segmentos de Frutas & Vegetais. O prêmio é anual e foi lançado em 2008 pela Agrow - provedora de notícias, análises e dados para a indústria de proteção de cultivos. Os vencedores são selecionados pela excelência criativa em 15 categorias, entre elas formulações, química, biotecnologia, gestão e bioinseticidas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Governo do RS anuncia linha de financiamento para açudes

Para combater a estiagem que começa a atingir o Rio Grande do Sul, o Governo do Estado lançou, na quinta-feira (8), uma linha de financiamento para a construção de açudes. O crédito será disponibilizado aos produtores pelo Banrisul, com juro de 1% ao ano e 10 anos para pagamento. 
O anúncio foi feito pelo governador Tarso Genro, pelo titular da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busato, e pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, durante ato de inauguração de 450 açudes no Estado, no Centro Cultural Dom Diego de Souza, em Bagé. "Este programa é parte de um projeto completo de irrigação que contempla todo o RS", afirmou o Chefe do Executivo. 
"Continuaremos trabalhando com ações como essa, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social gaúcho", afirmou Busato. Atualmente, a construção de açudes é feita com o investimento de 80% do Estado e 20% dos produtores rurais. A facilitação de crédito é em cima dos 20%. 
No ato, Mainardi aproveitou para informar que está em construção um programa de estímulo à irrigação. O planejamento é executado pela própria Secretaria da Agricultura e pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O projeto será encaminhado ao governador nas próximas semanas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quanto custa produzir alimentos na sua região?

"Queremos mais pessoas discutindo custos de produção para o produtor poder melhorar a gestão da sua propriedade", disse Rosemeire Santos, Superintendente Técnica da CNA, na manhã desta quinta-feira, 1º de dezembro, durante reunião que avaliou os dados colhidos durante as visitas, deste ano, do Projeto Campo Futuro aos 108 municípios de 21 Estados. A informação correta e a avaliação sobre o setor é fundamental para o desenvolvimento dos empreendimentos rurais.
Leonardo B. Zilio, pesquisador do PECEGE/ESALQ/USP, um dos parceiros da CNA no Campo Futuro citou o exemplo da cana-de-açúcar. "Investimentos na produção de cana-de-açúcar devem ser bem pensados. Com os números que temos hoje, fica mais fácil para tomar as decisões", alertou.
O projeto Campo Futuro funciona assim: os parceiros vão para o campo colher informações sobre quanto é gasto pelo produtor rural com semente, colheita, defensivos agrícolas, investimentos e analisam os riscos com a colheita, clima, etc. "Em 2011, o clima permaneceu normal na maioria dos Estados. Tivemos problemas isolados para produção em alguns lugares", contou Mauro Osaki, pesquisador do CEPEA.
Após a análise de quanto foi gasto, os parceiros e técnicos da CNA envolvidos no projeto, verificam por quanto está sendo vendido o produto e o lucro do produtor. "Queremos que o produtor compare os preços e entenda os motivos pelos quais ele deve investir na região onde vive. Queremos evitar que ele fique endividado. Para que ele se desenvolva, precisamos divulgar cada vez mais os estudos que fazemos no Projeto Campo Futuro", ressaltou a Superintendente Técnica da CNA.
Meta para 2012
Segundo Rosemeire dos Santos, uma das metas do Projeto Campo Futuro para o próximo ano é ampliar a divulgação dos resultados colhidos. "Em 2010, disponibilizamos um software para que o produtor colocasse as informações de custo de produção em um banco de dados. Em 2011, nós reunimos informações e divulgamos diversos resultados. Para o próximo ano, vamos investir na capacitação, em parceria com o SENAR, para que o produtor conheça melhor o software e possa utilizá-lo para tomar decisões em sua propriedade. Pretendemos também publicar um livro com os resultados", informou.
Cadeias produtivas
Foram apresentados painéis com resultados do levantamento de custos de produção de Cana-de-açúcar, Pecuária de Corte, Pecuária de Leite, Café, Fruticultura, Cereais, Fibras e Oleaginosas.
Os resultados serão consolidados e divulgados aos produtores rurais.
Campo Futuro
O Campo Futuro é um projeto que alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de riscos de preços, de custos e de produção na propriedade rural. O produtor aprende a calcular o seu custo de produção e a utilizar ferramentas para o gerenciamento de riscos de preços. Os riscos da produção são administrados pelo uso do seguro rural. A geração de informações é tarefa da CNA, em parceria com o CEPEA/ESALQ, o PECEGE/ESALQ e a UFLA/CIM.

Acesse o Projeto Campo Futuro: www.canaldoprodutor.com.br/campofuturo

Assessoria de Comunicação do Sistema CNA/SENAR
(61) 2109-1382
www.canaldoprodutor.com.br

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Não-Me-Toque terá fábrica de tratores

A empresa de implementos agrícolas Stara anunciou, ontem (1), que a sua nova fábrica de tratores será instalada em Não-Me-Toque, na Região do Alto Jacuí. O investimento de R$ 75 milhões, que era disputado por outros estados, como o Paraná, e foi alvo, inclusive, de uma chuva de propostas de prefeituras gaúchas, ficará no município-sede da empresa, onde o grupo já emprega 1,8 mil funcionários. A nova unidade de 30 mil metros quadrados levará entre 18 e 24 meses para ser construída e entrar em operação.
Em 2016, a meta é fabricar 2 mil tratores por ano, com produção da maioria dos itens no RS. A unidade deve gerar 500 empregos diretos e 250 indiretos e atingir faturamento anual de R$ 450 milhões até 2016. Os equipamentos serão produzidos com a tecnologia da companhia argentina Pauny. Os tratores de 180 cv a 310 cv chegarão ao mercado com a marca Rinno S.
A nova fábrica integra projeto de expansão da Stara para os próximos cinco anos que soma investimento total de R$ 100 milhões. Os R$ 25 milhões restantes devem ser aplicados em centro para produção de máquinas na Argentina.
A notícia, formalizada na noite de ontem durante show em Não-Me-Toque, foi comemorada por lideranças e autoridades. O secretário de Desenvolvimento de Não-Me-Toque, Jair Kilpp, disse que o empreendimento representa um marco para o município. "Não-Me-Toque será outra", pontuou. Representando o governador Tarso Genro, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, destacou que a decisão da empresa de instalar fábrica no RS é uma vitória de todos e "enche de orgulho os gaúchos".
Fundada há 51 anos, a indústria também vai organizar um centro de pesquisa no Estado.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Perda florestal global é menor do que se estimava, diz FAO

MILÃO (Reuters) - A perda líquida da cobertura florestal global entre 1990 e 2005 foi um terço inferior ao que se estimava anteriormente, mas o desmatamento continua sendo uma ameaça ao meio ambiente e à segurança alimentar, disse na quarta-feira a agência da ONU para alimentação e agricultura (FAO), ao divulgar novos dados obtidos por satélites.
A redução líquida - ou seja, o desmatamento menos o replantio e a expansão natural das florestas - totalizou 72,9 milhões de hectares entre 1990 e 2005, cifra que é 32 por cento inferior aos 107,4 milhões de hectares anteriormente estimados, segundo a FAO.
O resultado mais positivo se deve à maior expansão das áreas florestais, segundo o levantamento feito com dados de satélites de alta resolução. As estimativas anteriores da FAO se baseavam em relatórios nacionais, baseados em diversas fontes.
Mas o novo trabalho mostra que o desmatamento continuou acelerado, e que o planeta perdeu em média 4,9 milhões de hectares de florestas por ano durante o período estudado, ou 10 hectares por minuto, disse a FAO.
"O desmatamento está privando milhões de pessoas de produtos e serviços florestais que são cruciais para a segurança alimentar, para o bem estar econômico e para a saúde ambiental", disse em nota Eduardo Rojas-Briales, diretor-assistente da FAO para o manejo florestal.
Os novos dados também mostram que a perda líquida de florestas se acelerou no final do período pesquisado, chegando a 6,4 milhões de hectares por ano entre 2000 e 2005, depois de ficar em 4,1 milhões de hectares por ano entre 1999 e 2000.
"As novas cifras baseadas nos satélites... oferecem uma informação mais precisa aos tomadores de decisões em todos os níveis, e salientam a necessidade de que países e organizações enfrentem e interrompam urgentemente a perda de valiosos ecossistemas florestais", disse Rojas-Briales.
A taxa mundial de desmatamento, motivada principalmente pela conversão de florestas tropicais em terras aráveis para a agropecuária, foi em média de 14,5 milhões de hectares por ano entre 1990 e 2005, algo compatível com estimativas anteriores, segundo a FAO, que tem sede em Roma.
A área florestal total do mundo era de 3,69 bilhões de hectares em 2005, ou 30 por cento das terras do globo.
No período 1990-2005, a redução florestal foi mais acentuada nos trópicos, onde ficam quase metade das florestas do mundo. Nessa região, a perda líquida média foi de 6,9 milhões de hectares por ano, segundo o levantamento.
A conversão de florestas para outros usos não especificados se deu principalmente na América do Sul, seguida pela África.
A Ásia foi a única região a registrar aumento líquido da área florestal, graças ao plantio intensivo de florestas na China e em outros países, superando o ritmo do desmatamento.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Produtor troca grãos por floresta e leva prêmio estadual

Um agricultor familiar de Teixeira Soares que está prestes a substituir as plantações de grãos por florestas e a apostar mais na suinocultura foi um dos grandes vencedores do Programa Empreendedor Rural 2011 (PER), que teve resultado revelado ontem (28) em Pinhais, durante encontro que reuniu 3 mil produtores. Além de Jackson Sirino Paz, duas agricultoras familiares do estado também foram premiadas: Valquíria Vascoski Braun, também de Teixeira Soares, e Adriana da Silva Almagro, de Ivaiporã. Elas planejaram melhorar a produção, com a compra de equipamentos, e diversificar a renda, com a construção de um aviário, respectivamente.
A competição se transformou em estímulo à realização do evento que mais reúne produtores rurais no estado. O Empreendedor é realizado pelo Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com o Sebrae/PR, a Federação da Agricultura (Faep) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaep).
Jackson Paz concluiu que abandonar a principal atividade agrícola do estado – a produção de soja e feijão – era a saída para se sustentar no campo. Ele deve construir uma granja para suínos e produzir madeira em 43 hectares. “Hoje, o nosso lucro vem principalmente da soja. Como não temos área para ganhar escala no plantio de grãos, temos de optar por outra cultura”, conta ele. Com o plantio de madeira, o produtor espera obter renda de 20% a 30% maior. Os suínos serão sua fonte de renda até que as árvores cresçam.
Com o diagnóstico da propriedade na ponta da língua, o agricultor de 24 anos diz que o objetivo é elevar a Taxa Interna de Retorno (TIR) dos atuais 2,5% para 4,2% em seis anos. “Ainda é abaixo do retorno oferecido pela poupança, que é de 6%, mas nós vamos chegar lá.” Ele depende de financiamentos no valor de R$ 120 mil, referente à construção da granja.
As outras duas vencedoras do programa Empreendedor Rural 2011 se destacaram com projetos ligados à inovação ou transformação do trabalho no campo. Em busca de aumento da produtividade operacional, Valquíria foi consagrada pelo projeto que mostra a necessidade de aquisição de uma plantadeira de nove linhas para o cultivo de grãos em uma propriedade ar­­rendada de 170 hectares.
Outro projeto premiado pelo programa consiste na construção de um aviário na fazenda de Adria­na, Dario e Reginaldo Amalgro. Donos de 30 hectares plantados com soja, trigo e feijão, mãe, pai e filho pretendem aproveitar a presença e quatro grandes empresas avícolas na região para produzir 200 mil aves por ano.
Os vencedores do Empreende­dor Rural 2011 ganharão uma viagem profissional e também turística para a Argentina ou para o Chi­le. O destino ainda será definido.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Para ministro, o Brasil precisa definir parceria com a China

Brasília - O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Wellington Moreira Franco, disse que o Brasil precisa definir o que quer da crescente parceria econômica da China. Franco afirmou que é preciso eliminar preconceitos e desconfianças em relação àquele país, mas declarou que o governo está atento a interesses chineses no Brasil que possam pôr em risco a soberania, como a compra de terras. Moreira Franco afirmou que não há alarmismo sobre a questão, mas confirmou que a sua secretaria está trabalhando com a Advocacia Geral da União para sistematizar a compra de terras no Brasil por estrangeiros. Ele não quis detalhar como o resultado dessa conversa será levado ao Congresso.

domingo, 27 de novembro de 2011

Acrimat reprova ‘cama de frango’

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), começou um trabalho de orientação junto aos pecuaristas para que não utilizem proteína animal na alimentação dos bovinos, como a ‘cama de frango’, que pode causar uma das mais temidas doenças no gado a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como o ‘mal da vaca louca’. “No Brasil nunca foi registrado um caso da doença, mas depois da febre aftosa, é a doença mais temida pelo mercado, por ser uma forte barreira sanitária, por isso o produtor não deve, em hipótese alguma, dar esse tipo de alimento para seu gado”, alertou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari.
A preocupação é antiga, mas o alerta chega num momento onde foram detectados produtores alimentando o gado com a ‘cama de frango’, o que é proibido. A cama de frango é constituída basicamente de restos de ração, fezes, urina, penas, palha de arroz e sabugo de milho e cana.
Desde o aparecimento da doença no Reino Unido, em 1986, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), determinou medidas sanitárias para evitar a sua introdução e propagação no país. O Instituto Mato-grossense de Defesa Agropecuária (Indea/MT) responsável pela fiscalização irá visitar até o final deste ano 536 propriedades, em Mato Grosso, para diagnosticar se a proteína animal está sendo utilizada na alimentação do gado, sendo que em 400 fazendas já visitadas, foram encontradas 350 cabeças de gado, que receberam a alimentação inadequada e que deverão ser sacrificadas num prazo de 30 dais.
O trabalho de fiscalização é de rotina e começou a ser realizado pelo Indea/MT em julho desse ano, principalmente nos municípios produtores de aviários, onde a oferta da ‘cama de frango’ é mais fácil. A coordenadora do departamento de Controle das Doenças dos Animais do Indea/MT, Daniella Soares de Almeida Bueno, explica que os fiscais estão colhendo amostras da alimentação de concentrados dos animais e fazendo um teste simples onde o diagnóstico sai na hora. “Nos casos suspeitos são levadas as amostras para um laboratório credenciado, onde o produtor também fica com parte desse material, para possível solicitação de novas análises”, disse a coordenadora. Ela avisa que as fiscalizações irão continuar em 2012.
DIMENSÃO - Mato Grosso possuiu o maior rebanho bovino do Brasil com mais de 29 milhões de cabeças e está livre da febre aftosa há mais de 15 anos. Um status garantido através de um trabalho intenso com a vacinação de seu rebanho. Só na etapa de vacinação do mês de novembro, onde todo rebanho foi vacinado, o pecuarista mato-grossense investiu mais de R$ 44 milhões com a compra das 29 milhões de doses. “O produtor tem de ter mais essa responsabilidade e cuidar da alimentação de seu plantel, pois não podemos correr o mínimo risco que seja de perder a confiança do mercado já conquistado”, pondera Vacari.

sábado, 26 de novembro de 2011

Sistema Famato mostra principais mudanças do Código Florestal

O projeto de reforma do Código Florestal (PLC 30/2011), concluído na quinta-feira (24-11) pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) no Senado, pode ser votado já na próxima semana. Isso porque também foi aprovado requerimento para que o texto tramite no plenário em regime de urgência.
Durante a votação, uma comitiva organizada pelo Sistema Famato acompanhou o processo. Compôs o grupo que foi à Brasília, o presidente do Sistema Famato, Rui Prado, o vice-presidente, Normando Corral, o diretor de Relações Institucionais, Rogério Romanini, o diretor Executivo, Seneri Paludo, o superintendente do Senar-MT, Tiago Mattosinho, e os presidentes dos sindicatos rurais de Porto Estrela, Rui de Faria, Nova Monte Verde, Orlando Vieira e de Juara, Orivaldo Bezerra.
"O principal ganho com a aprovação desse relatório é que ele nos traz segurança, tanto do ponto de vista ambiental, quanto da produção. O novo código terá regras claras de como deverá se produzir e como preservar?, disse o presidente do Sistema Famato, Rui Prado.
Após a votação dos senadores em plenário o projeto volta para a Câmara dos Deputados. Em seguida será encaminhado para sanção presidencial. "Acreditamos que esse tramite deverá ocorrer ainda este ano",acrescentou Prado.
Após a aprovação do texto base do substitutivo na CMA, na quarta-feira (23), foram apresentados 77 destaques ao projeto. Com isso inúmeros pontos foram considerados antes de seguir para o Plenário.
Segue abaixo as principais alterações do Novo Código Florestal:
1. A União, os Estados e o Distrito Federal deverão implantar Programas de Regularização Ambiental (PRA?s);
2. Áreas rurais consolidadas localizadas em APP para fins de regularização: nas margens de cursos d?água de até 10 metros de largura, a recomposição de 15 contados da calha do leito regular, demais áreas sejam recompostas as faixas observadas o mínimo de 30 metros e o máximo de 100 metros;
3. Nas áreas rurais consolidadas com declividade maior que 25% serão admitidas a manutenção de atividades, vedada a conversão de novas áreas para uso alternativo do solo;
4. Consolidação das áreas até 22 julho de 2008, respeitando os percentuais de reserva leal previsto pela legislação em vigor à época em que ocorreu a supressão;
5. Compensação da Reserva Legal em outro estado, desde que seja no mesmo Bioma;
6. Nos imóveis com área de até 4 (quatro) módulos fiscais ficaram insetos a regularização da Reserva Legal, vedadas novas conversões para uso alternativo do solo;
7. Poderá reduzir a Reserva Legal para até 50%, para fins de recomposição, quando o município tiver mais de 50% da área ocupada por UC?s e TI?s;
8. Quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico ( ZEE) estadual poderá reduzir, exclusivamente para fins de regularização, a Reserva Legal para até 50% da propriedade;
9. O proprietário ou possuidor de imóvel rural que mantiver Reserva Legal conservada e averbada em área superior aos percentuais poderá instituir servidão ambiental sobre a área excedente em sistema Cota de Reserva Ambiental;
10. Será admitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel;
11. O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a averbação no Cartório de Registro de Imóveis;
12. Enquanto tiver sendo cumprido o TAC serão suspensas as sanções decorrentes das infrações. As multas serão consideradas como convertidas em serviços de preservação.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Faesc apoia defesa diplomática do agronegócio brasileiro

Uma reivindicação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) sustentada desde a década de noventa – a criação da figura do adido agrícola nas embaixadas brasileiras – começou a ser concretizada em 2010.
Agora, uma outra ação demonstra a valorização do setor no mercado mundial: os ministérios da Agricultura (MAPA) e de Relações Exteriores (MRE) criaram o Programa de Imersão no Agronegócio Brasileiro, reunindo 18 diplomatas brasileiros lotados em embaixadas da Europa, Ásia, do Oriente Médio e de países da América. Os diplomatas visitarão municípios de São Paulo, Mato Grosso do Sul, do Paraná e Rio Grande do Sul. A ideia do governo é que eles aprofundem seus conhecimentos sobre as peculiaridades do agronegócio nacional e estejam preparados para as negociações internacionais que envolvem o setor.
Os diplomatas terão contato – durante este mês de novembro – com representantes de entidades dos setores exportadores e visitarão fazendas e unidades de processamento de carnes bovina, suína e de frango e de produção de etanol e vinho.
“Diplomatas com conhecimento na área e adidos militares resultaram, na prática, em defesa mais efetiva do setor primário e da vasta cadeia produtiva do agronegócio”, assevera o presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo. A formalização do cargo de adido começou a ser viabilizada com o decreto nº 6.464, publicado em maio de 2008. Em outubro de 2009 teve início o processo de seleção de adidos agrícolas mediante rigorosos critérios de avaliação.
“Isso representa um avanço na capacidade de negociação e intervenção mercadológica do Brasil”, avalia Pedrozo. A criação do adido agrícola é um reconhecimento da importância e da potencialidade do agronegócio brasileiro no mercado externo. Com mais informações sobre os temas do setor, as embaixadas brasileiras terão capacidade para melhorar seu campo de atuação.
Lembra que os adidos são essenciais na prospecção de negócios e para o acompanhamento dos mercados e que, em várias negociações internacionais, são feitas exigências e impostas barreiras aos produtos brasileiros que desconsideram as diferenças de produção entre os países.
“A agricultura e o agronegócio são segmentos muito amplos e complexos e ninguém deve esperar que os embaixadores tenham tempo e conhecimento para tratar desses temas”, acrescenta.
O governo brasileiro já possui adidos em áreas, como a militar, de inteligência e tributação. No caso dos adidos agrícolas, os profissionais atuarão em postos estratégicos no exterior, com a responsabilidade de subsidiar os embaixadores brasileiros com informações qualificadas, principalmente em temas sanitários e fitossanitários.
Pedrozo mostra que a importância da criação do cargo para o agronegócio vem do fato de o País ocupar a terceira posição entre os exportadores mundiais de alimentos, de acordo com os dados divulgados recentemente pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mapa divulga lista de itens fora do padrão

Pimentão, alface e morango são os alimentos com maior presença de multirresíduos de agrotóxicos dentre 23 produtos de origem vegetal pesquisados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na safra 2010/2011. Conforme resultado do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal apresentado na última quarta-feira (16), apenas 27,5% das amostras coletadas de pimentão se enquadraram no nível de conformidade do Ministério. Mato Grosso não participou desta coleta, conforme Instrução Normativa nº 25/2011. Referente à safra 2011/2012 devem ser recolhidas 2,160 amostras, em 21 estados brasileiros, mas a localização não foi divulgada.
Alface e morango também apresentaram grande quantidade das amostras fora dos padrões, com índice de 54,2% e 48,8%, respectivamente. Cem por cento das amostras de tomate, batata, arroz, feijão e café estavam dentro dos padrões. Outros alimentos que se destacaram pelo alto índice de conformidade são maçã (99,13%), mamão (97,57%) e milho (96,15%), assim como banana, manga, melão e uva, com mais de 90% de conformidade. Outros alimentos pesquisados foram laranja (76,67%), amendoim (78,95%), castanha-do-brasil (66,67%), trigo (73,33%), soja (68%) e pimenta-do-reino (83,87%).
No caso dos grãos, a análise monitorou também a presença da substância aflatoxina, causada por fungos e favorecida pelo excesso de umidade. Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal existe desde 2009 com objetivo de orientar as ações do governo na fiscalização e correção no uso dos agrotóxicos. Em Mato Grosso, uma das principais regiões produtoras de hortifruti é o município de Campo Verde, onde 7 assentamentos rurais fornecem o suficiente para suprir 40% da demanda por esses alimentos em Cuiabá, segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária Fartura Orgânica (Cooperfar), José Guilherme Pereira.
Na região são colhidos maracujá, banana, morango, alface, rúcula, repolho, tomate, pimentão, mamão, abóbora, quiabo, entre outros. No assentamento Santo Antônio da Fartura, por exemplo, são plantados 120 hectares e  cerca de 15% da produção dispensa aplicação de agrotóxicos. Pereira, que também é produtor no assentamento rural, diz que a participação dos alimentos orgânicos não é maior pela dificuldade de adaptação e comercialização, por não haver um mercado consolidado no Estado. “Apenas 2 supermercados compram orgânico daqui e é difícil manter, porque a produtividade é menor que do convencional”.
Produtor acrescenta que o cultivo do tomate, pimentão e mamão requer maior utilização de agrotóxicos, enquanto que a produção de abóbora, repolho e banana são os alimentos que menos necessitam de aplicações químicas durante o desenvolvimento das plantas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Integrado terá renda mínima, prevê PL

A proposta que regulamenta regras de integração rural no país, em tramitação no Senado, deve garantir remuneração mínima ao produtor. O relator do Projeto de Lei 330/2011 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Acir Gurgacz, afirma que o pleito do campo será incluído em seu relatório, previsto para ser votado até o fim deste mês. De autoria da senadora gaúcha Ana Amélia Lemos, o PL inicial estabelece obrigatoriedades ao integrador como multa em caso de atraso no pagamento e aviso prévio em caso de desligamento.
O parecer prévio foi apresentado, neste mês, em audiência pública, e passa por ajustes. O texto também prevê instrumentos de garantia de negociação. E diz que a renda mínima deve assegurar pagamento ao integrado, mesmo na entressafra ou em caso de intempéries. O presidente da Acsurs, Valdecir Folador, prega como fundamental a inclusão dos contratos entre produtores e cooperativas na lei. "A legislação é fundamental para proteger integrados de suínos, aves e fumo." No entanto, segundo o presidente da Ocergs, Vergilio Perius, as cooperativas não se enquadram. "O sócio é o dono da cooperativa e não um mero fornecedor de matéria-prima", frisou.
Após passar pela CCJ, o texto segue sob a relatoria de Gurgacz na Comissão de Agricultura e, então, seguirá para a Câmara. Dentre os deputados também tramitam dois textos sobre o tema: o PL 8023/2010 e o PL 4378/1999
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