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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

RS tem safra recorde e passa a ser o maior produtor de trigo do Brasil

Os produtores gaúchos colheram 2.416.684 toneladas de trigo em 2011, a maior safra já registrada no Rio Grande do Sul. Com isso, o Estado passa a ser o maior produtor do grão do Brasil, superando o Paraná. De acordo com um levantamento da Emater/RS-Ascar, além da produção, a produtividade também foi recorde em 2011, atingindo a média de 2.746 quilos por hectare - 25,62% acima da estimativa inicial. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, durante uma coletiva de imprensa no escritório central da Emater/RS-Ascar, em Porto Alegre.
A produção em 2011 é 13,30% superior a 2010, quando foram colhidas 2.132.973 toneladas. Segundo o diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus, 70% do trigo colhido vem da região Norte, mais precisamente de Erechim, Passo Fundo, Ijuí, Santa Rosa, no norte de Santa Maria e Lajeado e oeste de Caxias de Sul.
O presidente da Emater/RS, Lino De David, frisou que, além de produção e produtividade recordes, a safra se destacou pela qualidade do grão. Segundo ele, o trigo, como matéria-prima, injetou R$ 1 bilhão na economia do Estado em 2011. "Não podemos prescindir desta cultura."
Confira os números:
- Área plantada: em todo o Estado, o trigo ocupou uma área de 880.205 hectares, 10,64% a mais que em 2010 (795.580 ha). Duas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar ultrapassaram os 200 mil hectares - em Ijuí foram plantados 223.438 e em Santa Rosa 211.018 hectares.
- Produtividade: a produtividade média registrada em 2011 foi de 2.746 quilos por hectare. As regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul e Erechim tiveram as maiores médias - 3.024 quilos por hectare e 3.037 quilos por hectare, respectivamente.
- Produção: foram colhidos em 2011, 2.416.684 toneladas de trigo. O maior volume foi registrado nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Ijuí (603.952 t) e Santa Rosa (550.756 t), seguidas por Passo Fundo (546.673 t).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Deputados levarão reivindicações dos produtores de trigo a ministro

Na semana que vem, um grupo de deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural deve levar ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, uma lista de reivindicações dos produtores de trigo divulgada nesta terça-feira (29), em audiência na Câmara. A principal delas é uma política governamental efetiva de preços mínimos para o setor.
O presidente do Sindicato das Cooperativas do Paraná, João Paulo Koslovski, que participou da audiência sobre a cadeira produtiva do trigo, pediu um aumento de 7,3% no preço mínimo – dos atuais R$ 477 por tonelada para R$ 512 – e a definição antecipada da política de compras do governo.
O deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR) disse que os ministros da Fazenda não levam em conta que o preço do trigo corresponde a apenas 10% do preço do pão. Daí a dificuldade de o governo tomar medidas que possam resultar em algum aumento desse preço e, consequentemente, da inflação.
Segundo o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), que sugeriu o debate, essa relação entre preço do trigo e inflação não existe. O parlamentar afirma que a indústria e o comércio ganham com o preço baixo do produto; não os produtores, nem os consumidores.
Outra crítica à política agrícola, feita pelo chefe-geral da Embrapa Trigo, Sérgio Roberto Dotto, é a de que o trigo não é considerado produto sensível para o Brasil na relação com os demais países do Mercosul. É que a regra geral no bloco é o livre trânsito de mercadorias, mas, quando o produto é sensível - ou seja, há problemas com a competitividade do produto nacional - o país pode taxar as importações.
João Paulo Koslovski defendeu que o governo adote políticas que privilegiem o produto nacional. “Não somos contra trazer o trigo (de outros países), mas tem que haver um entendimento entre o setor produtivo e a indústria, para que se evite trazer produto no momento em que estamos comercializando o nosso cereal internamente".

domingo, 20 de novembro de 2011

Colheita da safra de trigo no RS atinge 80% da área cultivada

Em relação aos grãos, prossegue no Rio Grande do Sul a colheita do trigo e da cevada - esta se encaminha para o encerramento, restando não mais que 10% da área estimada. A produtividade se aproxima das 2,9 t/ha, de boa qualidade industrial. Com a semana apresentando bons períodos de tempo seco nas principais regiões produtoras, a colheita da safra 2011 de trigo chegou a 80% sobre o total plantado, superando os 73% verificados no mesmo período da safra anterior. Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, tendo em vista os rendimentos obtidos nas lavouras ceifadas recentemente, é possível que, no fechamento da colheita, o rendimento médio estadual possa ser revisto para cima, elevando consequentemente a produção total a ser disponibilizada ao mercado.
O plantio de milho da safra 2011/2012 alcançou esta semana 73% do total previsto, à frente na comparação com os anos anteriores. Cerca de 3% do total já plantado encontra-se em fase de germinação. Por sua vez, o plantio da soja atingiu no último período 47% da área prevista. A germinação e o crescimento inicial das plantas é considerado normal, levando-se em conta a irregularidade das precipitações.
A área semeada da safra de feijão no Estado já chega aos 84%, e na próxima semana deverá iniciar o amadurecimento das vagens. Até o momento, o desenvolvimento geral da lavoura é considerado muito bom, com perspectivas de ótima produtividade. Com as poucas chuvas registradas nas principais regiões produtoras, localizadas mais ao Sul do Estado, a semeadura do arroz pode avançar 15 pontos em âmbito estadual, chegando aos atuais 75%, e deixando a atual safra praticamente dentro da média em termos de plantio.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Trigo encalha mesmo com produção 30% menor

Com a colheita de trigo na reta final, as vendas não decolam no Paraná. Pelo contrário, estão mais fracas do que no ano passado, apesar da redução de 30% na safra, provocada por recuo no plantio e na produtividade. Dados da Secretaria da Agricultura (Seab) revelam que somente 624 mil toneladas do cereal foram vendidas até o momento, contra 782 mil toneladas negociadas nesta mesma época de 2010. Perto de 2 milhões de toneladas estão em estoque no estado, apesar de o país importar metade das 10 milhões (t) que consome.
Os números refletem o descontentamento do setor com os preços do grão. Líder nacional no cultivo, o Paraná está retirando das lavouras cerca de 1 milhão de toneladas a menos nesta safra. O produto se tornou mais escasso e a qualidade é considerada boa.
Os preços do trigo são praticamente os mesmos que os registrados em novembro de 2010: R$ 24,84 por saca de 60 quilos. O valor está abaixo do preço mínimo para o produto (índice oficial baseado nos cultos), que no caso do trigo tipo pão é de R$ 28,60 por saca.
As estimativas oficiais dão conta de que a produção paranaense vai atingir 2,4 milhões de toneladas neste ano, contra 3,4 milhões alcançadas em 2010. Do volume total esperado, 26% foram negociados até o momento, aponta a Seab. “Em porcentual vendido estamos em linha com o ano passado, mas a quantidade neste ano é menor”, aponta Flávio Turra, gerente técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).
Nos últimos 15 dias, o comércio de trigo ficou parado em todo o estado, por causa da expectativa em torno dos leilões de compra ou escoamento realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os subsídios, porém, não empolgaram o mercado. Apenas 40% do volume que poderia ser vendido foram arrematados.
Principal mecanismo de apoio à comercialização de grãos do governo nos últimos anos, os leilões de Prêmio por Escoamento de Produto (PEP) oferecem aos compradores (indústrias e ou moinhos) um valor adicional, variável conforme a demanda, pela aquisição do trigo. Em contrapartida, o arrematante do PEP se compromete a pagar ao agricultor o valor mínimo estipulado pelo governo. A esperança do setor é que novos leilões sejam lançados nas próximas semanas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Santo Ângelo celebra alta de 25% no rendimento da lavoura de trigo

Com 58% do trigo colhido no Estado, os 3,9 mil quilos por hectare obtidos na propriedade de Alberto Faccin Copetti são motivo de comemoração. 
O produtor do Distrito de Sossego, em Santo Ângelo, nas Missões, há pelo menos 40 anos dedica 120 hectares ao grão.
— Nunca tive uma colheita tão significativa — surpreende-se.
Nem o céu nublado e a chuva periódica em agosto no estágio vegetativo prejudicaram a produtividade, que este ano, segundo a Emater, teve alta de 25% no município, chegando a 3 mil quilos por hectare.
O resultado se explica, diz o agrônomo da Cooperativa Tritícola Regional Santo Ângelo (Cotrisa) Élvio Vicente Conttri, pela boa safra em 2010. O otimismo estimulou o investimento. Para Conttri, a adubação, o manejo de pragas e doenças, o uso de sementes fiscalizadas, além da assistência técnica, são razões desse crescimento.

domingo, 13 de novembro de 2011

São Borja conclui colheita de trigo

Com boas condições do tempo, em uma semana estará encerrada a colheita de trigo em São Borja. A Emater informa que faltam ser colhidos menos de 5% da área plantada de 18 mil hectares no município. O município segue registrando uma das maiores produtividades dos últimos anos, média de 45 sacas por hectare. Em algumas áreas, o rendimento chega a 70 sacas por hectare.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Negócios na estreia do apoio ao trigo

O resultado dos primeiros leilões de PEP de trigo da safra 2011/2012, realizados ontem (10) pela Conab, foi encarado como um bom indicativo pelo setor. No primeiro aviso, foi negociado 63% do prêmio para 100 mil toneladas de Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Houve liquidez total do bônus para 30 mil t do Estado, entre R$ 9,91 e R$ 7,54, de acordo com o lote. No segundo aviso, foi negociado 42,27% do prêmio para 165 mil t disponibilizadas. Já no leilão de Pepro, o desempenho foi inferior: 42,86% do bônus para 35 mil t.
Para o presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, houve boa procura, que variou de 40% a 60%, em função da qualidade do trigo. No entanto, ele ressalta que há necessidade de ajustes no Pepro, além de definição quanto ao AGF. No próximo dia 23, a Câmara Setorial das Culturas de Inverno reúne-se para avaliar o impacto dos mecanismos no preço do grão.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O grão que balizou a humanidade

Aprendemos desde cedo na escola que do surgimento da agricultura à invenção da escrita pelos sumérios, passando pelas primeiras formas de divisão do trabalho, o trigo está presente há cerca de 10 mil anos na história da humanidade. Quando o homem começou a plantar e a criar animais, lá estava ele entre os cereais cultivados para alimentar as pessoas.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo, o Brasil consome cerca de 10 milhões de toneladas de trigo moído. Destas, apenas 5 milhões é o que se produz no país. O restante vem principalmente da Argentina, que tem uma produção anual de cerca de 14 milhões de toneladas. Visto que o país vizinho, e outros grandes produtores como Índia (80 mi) e Paquistão (23,9 mi), tem uma área menor que o Brasil, perguntamos: por que, afinal, produzimos tão pouco trigo?
Para responder esta pergunta e também para comemorar o Dia Nacional do Trigo, que começou as ser cultivado na antiga Mesopotâmia, o Portal Agrolink fez uma matéria especial sobre a situação da cultura no Brasil.
O trigo, diferente dos tradicionais soja e milho, não é apenas um produto. Existem várias classes: o que serve para fazer pão, mas que não serve para fazer biscoito, e vice versa. Segundo o consultor da Abitrigo, Rae Pécala Reino, temos problemas de adequação entre a produção e a demanda para cada tipo de trigo. “Por exemplo, o RS predominantemente produz trigo para biscoito mais do que toda indústria brasileira de biscoito precisa. Ou seja, sobra. Em compensação, o trigo bom para panificação, cultivado no PR, não é produzido em quantidade suficiente”, explica.
Enquanto a panificação demanda praticamente metade do consumo do país (44% em panificação artesanal, 11% na panificação industrial, 16% em massas, 10% em biscoitos e 19% em uso doméstico e outros), a classe apropriada para biscoito, que tem grande produção, acaba tendo como caminho mais curto a exportação.
Isso acontece pois as condições de clima e solo no Brasil não são as mais favoráveis. O trigo se desenvolveu primeiramente na antiga Mesopotâmia, na região chamada de Crescente Fértil, área que hoje vai do Egito ao Iraque. Naqueles tempos havia solos férteis, chuva na época da germinação e crescimento, enquanto que na maturação e colheita era seco e quente. “O trigo gostaria de encontrar essas condições. Nós não temos isso”, comenta Reino. Na região onde se planta o cereal no Brasil, chove na época da colheita, o que pode desenvolver séries de doenças fúngicas.
Outro motivo é o tipo do grão. Quanto mais proteína o produtor quiser que tenha o grão, mais adequadas devem ser as condições climáticas. De acordo com o consultor, tem sido uma grande batalha da pesquisa de conseguir variedades que aturem as condições desfavoráveis. A força do glúten, que é o que se procura na panificação, tem crescido, mas ainda não se tem aquilo que na padaria é exigido. “É como se a gente estivesse enfrentando a natureza. Tudo o que temos é uma mágica produzida por pesquisadores”, completa.
Além das pesquisas para adequação das sementes, há uma grande melhoria também na produtividade. Nos anos 70, a produção por hectare era de menos de uma tonelada por ano. Hoje, a produtividade média é de três toneladas por hectares. Reino ainda acrescenta que o setor precisa acompanhar as demandas diferenciadas do consumidor. “Hoje se fala em orgânicos, em mico toxinas e outros. Quando se consegue atender uma exigência do consumidor, aparece outra”, comenta.
Trigo no Cerrado
Um dos pontos levantados pelo setor triticultor é o cultivo do cereal no Cerrado. Para Reino, há um problema a ser enfrentado. Os subsídios da agricultura são de tal ordem que os países emergentes enfrentam uma concorrência muito difícil. “Enquanto, por exemplo, os EUA e Canadá têm grandes planícies de produção de grãos, eles têm uma safra por ano. Nós temos duas, uma de grãos de verão e outra de cereais de inverno. Mesmo tendo duas safras, as vezes é difícil competir”, reflete.
Se o subsídio que vem sendo reduzido no mundo fosse extinguido, o Brasil ficaria cada vez mais competitivo. Isso influencia muito no caso do trigo no Cerrado, pois ele tem o regime de chuva muito regular: chuva de outubro a março e seca de março a outubro. “Então, para o trigo, que é para plantar na parte mais fria do ano, precisa de irrigação. Temos muitas fazendas irrigadas, mas elas já se voltaram a produtos que tem maior valor agregado, como feijão, cebola ou batata. Fica difícil colocar o trigo ali”, explica.
Entretanto, ele lembra que o cereal vem ganhando espaço aos poucos nesta região. Através de rotação de culturas, o trigo está se inserindo aos poucos.
Mas não é só de pesquisa que este cereal milenar precisa. Incentivos e investimentos adequados são necessários no setor. “Acho uma injustiça quando o agronegócio no Brasil é demonizado, parece culpado de tudo. Com todas as crises no mundo, nós estamos bem por acusa do agronegócio. E ele precisa de condições pra trabalhar. Mais estradas de ferro, ferrovias e hidrovias são necessárias para o desenvolvimento”, conclui.
Para comemorar o Dia Nacional do Trigo (10 de novembro), o consultor da Abitrigo, Rae Pécala Reino diz que é preciso ter orgulho de pertencer à família do trigo. “Precisa ter respeito por um grão que balizou a história da humanidade. Foi com o trigo que se fizeram as primeiras cidades, que se inventou a língua escrita e as civilizações que integraram a humanidade. O trigo é um alimento mais completo tanto em carboidratos como em proteínas se comparado a outros grãos. Digo a todos do setor que orgulho a pertencer a esta família e que todos tenham respeito por um grão que conduziu a humanidade”.

O Portal Agrolink parabeniza todos os envolvidos direta ou indiretamente na cadeia produtiva do trigo!

* Colaboração Lucas Amaral

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Produção de milho da China estimada em recorde de 184,5 mi t

PEQUIM (Reuters) - A produção chinesa de milho neste ano deve crescer 3,93 por cento ante o ano passado, para um recorde de 184,5 milhões de toneladas, de acordo com a última estimativa publicada por órgão oficial do governo nesta quinta-feira.
O Centro Nacional de Informações de Grãos e Oleaginosas (CNGOIC, na sigla em inglês) revisou para cima sua estimativa para a produção de milho em 2 milhões de toneladas ante a previsão anterior, devido à expansão do plantio e ao clima favorável na maior parte do país.
A safra recorde pode ajudar a atender parte da robusta demanda do país, sobretudo para produção de ração, mas não deve ser suficiente para cobrir a demanda total, uma vez que o governo reverte parte do cereal para recompor as reservas estatais, que caíram abaixo de níveis considerados confortáveis, segundo analistas.
Pequim elevou as importações de milho nesta semana para tirar vantagem do recuo dos preços globais, com o objetivo de recompor parte das reservas estatais, disseram traders.
O órgão estatal também revisou para baixo sua projeção para a safra de soja em 2011, para 13,5 milhões de toneladas, ou 10,5 por cento menor do que no ano passado, uma vez que os produtores optaram por cultivar mais milho.

sábado, 8 de outubro de 2011

Na região norte do Estado, os trabalhos nos trigais já começaram

Apesar de a maioria das lavouras gaúchas ainda estar com o trigo em fase de formação de grãos, no noroeste do Estado, produtores como Gelson Donato, 35 anos, já iniciaram a colheita.
Com 130 hectares dedicados à cultura na Linha São Pedro em Tenente Portela, Donato lembra que este foi um ano atípico.
— Tivemos muita chuva e muitos dias de céu nublado. Ainda é cedo para falar em rendimento, mas posso dizer que colheremos menos do que no ano passado —preocupa-se.
Nas primeiras lavouras a colher no município, segundo a Emater, o rendimento é de 35 sacas por hectare, abaixo das 40 esperadas para a região.

domingo, 21 de agosto de 2011

Estiagem beneficia trigo e cevada

O engenheiro agrônomo José Roberto Tosato avaliou a produção na região dos Campos Gerais, e conclui que o clima, até o momento, não gerou grandes perdas
Apesar dos números, o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Deral-SEAB) José Roberto Tosato garante que a região dos Campos Gerais não foi excessivamente prejudicada pelo clima. Ao contrário, em alguns casos, e em um aspecto mais geral, geadas foram até benéficas.
Segundo ele, a estiagem de final de maio e início de junho foi ideal para o plantio de trigo e cevada, além de não atrapalhar o desenvolvimento e germinação dessas culturas. Em seguida, vieram as geadas de até -6,2°C (Castro), bastante intensas, de uma forma que não era vista na região há mais de dez anos. Mas essas baixas temperaturas não chegaram a afetar as culturas de inverno. “Deu uma ‘queimada’ nas áreas, mas as culturas continuaram se desenvolvendo normalmente, e o trigo precisa de geada. Vindo na hora certa, que nos Campos Gerais significa entre os dias 15 de maio e 10 de agosto, a geada ajuda cereais e pastagens de inverno, que rebrotam mais fortes em seguida”, explica Tosato.

sábado, 6 de agosto de 2011

Trigo: Tendência de alta no curto e no longo prazo

A tendência é de alta dos preços internos do trigo no curto prazo e no longo prazo. Com mais de 25% da safra paranaense de trigo já colhida, os negócios envolvendo o cereal são esporádicos no mercado interno. Sem pressão de compra, já que ainda dispõem de produto importado em estoque, os moinhos sinalizam preços abaixo da paridade importação, condição apresentada pela maioria dos produtores para começar a negociar. O vendedor pede R$ 500 a tonelada no norte do Paraná, enquanto o comprador paga até R$ 470 a tonelada. No Rio Grande do Sul, o mercado sinaliza preços entre R$ 470 e R$ 475 a tonelada para produto da safra que começa a ser colhida no final de outubro no Estado. Para este ano-safra a indústria moageira não deverá ter problemas de abastecimento. A Argentina deverá dispor de volume suficiente de trigo para atender o Brasil, que importa cerca de 50% das necessidades do grão, ou 5,2 milhões de toneladas/ano. O restante os moinhos obtêm internamente. Em 2010/2011, a safra nacional deve atingir 5,3 milhões de toneladas, de produto de qualidade superior à da safra passada, comprometida pelo clima. Deve haver maior regularidade na oferta de trigo argentino, ao contrário dos últimos anos. A indicação é de preço mais alto para os produtores nacionais neste ciclo 2010/2011, e que deve impactar nos derivados. Na expectativa da nova safra nacional, os moinhos realizam poucos negócios com trigo importado. Há pouca oferta de produto da safra passada. Por conta disso, na Argentina, o trigo é negociado entre US$ 345 e US$ 350 a tonelada, contra US$ 300 a tonelada FOB Golfo do trigo americano. Já o produto da safra nova argentina tem preço entre US$ 300 e US$ 310 a tonelada para embarque em dezembro. O Paraguai oferta trigo ao Brasil a US$ 285 a tonelada. 
Devido à pressão de custos provocada pelo aumento nos preços de insumos e serviços, o setor de biscoitos e massas alimentícias precisa de um realinhamento nos preços de até 9%. As empresas já vêm absorvendo os aumentos praticados pelos fornecedores. A partir de agora, precisam promover um realinhamento para que possam manter-se sadias. Entre os itens reajustados que causaram essa reavaliação estão: farinha de trigo, 20%; açúcar, 25%; gordura, 15%; papelão, 20%; embalagens, 15%; frete, mais de 15% e acordos coletivos de trabalho, que seguiram os índices da inflação. A farinha de trigo especial utilizada pelas massas frescas teve reajustes acima de 30%. A maioria dos insumos são commodities, ou seja, têm seus preços regulados pelo mercado internacional, a exemplo do trigo, que vem tendo seus preços aumentados desde a quebra da safra russa. Os preços finais dependem do tipo do produto e de cada fabricante. Presente em 98% dos lares e com 585 indústrias, o Brasil é o segundo maior mercado de biscoitos no mundo, ficando abaixo somente dos Estados Unidos. A perspectiva para 2010 é de 3% de crescimento em relação a 2009, que registrou um incremento de 2,5%, fechando o ano com um total de 1,206 milhão de toneladas. A produção brasileira de massas alimentícias é de 1,227 milhão de toneladas, com um consumo per capita de 6,5 quilos/habitante/ano. 
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