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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Clima quente na América do Sul sacode mercado do milho

Os contratos futuros do milho nos Estados Unidos se recuperaram recentemente com as preocupações de que o tempo quente e seco possa persistir na América do Sul, agora que a safra do milho entra em uma fase crítica do desenvolvimento.
Os contratos futuros do milho estiveram em queda na maior parte dos últimos três meses, quando a safra dos EUA foi colhida e entrou no mercado, e a demanda de exportação caiu devido à maior concorrência. Mas o foco agora está na América do Sul, para ver se a produção da região ficará aquém das expectativas, deixando que os EUA preencha a lacuna.
O milho para entrega em março na Bolsa de Futuros e Opções de Futuros de Chicago (Chicago Board of Trade) subiu 6,3% na semana passada, estabilizando-se em US$ 6,1950 o bushel. Os contratos futuros de soja continuaram em alta devido à mesma preocupação com o clima, subindo 2,9% na semana e fechando em US$ 11,63 o bushel.
"A situação na América do Sul merece atenção", disse Shawn McCambridge, analista de grãos na Jefferies Bache. "Ela pode se tornar um problema maior se as condições continuarem se deteriorando."
O calor do verão do hemisfério sul tem se agravado com o La Niña, fenômeno em que as águas tropicais do Oceano Pacífico ficam excepcionalmente frias, causando condições de seca na América do Sul.
Intenso calor e tempo seco na Argentina e condições de seca no Brasil vêm chamando a atenção dos operadores, que durante semanas estavam focados em sondar a confiança dos investidores acerca da crise da dívida europeia.
As culturas de milho no Brasil e na Argentina estão entrando na fase da polinização. Ambos os países são grandes produtores mundiais, o que significa que qualquer declínio na sua produção reduziria as opções dos compradores de milho e poderia transferir a demanda de exportação de volta para os EUA.
Embora a região tenha recebido alguma chuva na semana passada, os operadores temem que não será suficiente para compensar a tendência de longo prazo. A previsão é de um mês de janeiro mais seco do que o normal.
"O problema é que houve uma ruptura bastante grande entre os sistemas de chuvas e a área de cobertura não tem sido tão boa como seria desejável", disse David Streit, meteorologista do Commodity Weather Group em Bethesda, Estado de Maryland.
Analistas disseram que a alta nos preços do milho na semana passada não foi causada apenas pelo clima. McCambridge disse que o mercado tem se retraído muito rapidamente, caindo no início do mês para a maior baixa em um ano. Os investidores também vêm abandonando posições a descoberto, especulando que uma queda drástica nos preços não deve acontecer no curto prazo.
Mesmo assim, eles dizem que apesar do clima quente, ainda é cedo para assumir que haverá perdas na safra do milho ou de outras culturas.
Negociar em mercados que dependem do clima já é "muito difícil aqui nos EUA, quando há chuva", disse Jim Riley, analista do Linn Group, corretora de Chicago. "E é muito mais difícil na América do Sul".

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Estiagem deve provocar perda de cerca de R$ 2,5 bilhões na economia gaúcha

Cerca de R$ 2,5 bilhões devem deixar de circular na economia gaúcha em 2012 em razão da estiagem prolongada.
Estimado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro) com base nas perdas das lavouras de milho, o prejuízo tende a provocar reação em série que afetará indústria, comércio e municípios.
— O impacto será forte se a quebra se confirmar, mas é preciso esperar até janeiro. Então, pode melhorar ou piorar — observa Tarcísio Minetto, economista da Fecoagro.
Em Bagé, na Campanha, já há produtores desistindo de comprar máquinas e implementos agrícolas. Um deles é Élio Coradini Filho, que planejava adquirir três novas plantadeiras, mas adiou o investimento de R$ 280 mil.
Diante da estiagem, as vendas já caíram 60% em uma loja especializada em máquinas de Bagé. O gerente Darci Sberse afirma que as boas perspectivas da safra de arroz o fizeram acreditar que negociaria 18 plantadeiras. Até ontem, havia vendido apenas 10 unidades.
Apesar da chuva que caiu nos últimos dias, a situação é delicada no campo. Na região de Passo Fundo, segundo a Emater, há municípios com quebra de até 90% no milho. O problema tem se espalhado com rapidez na Metade Norte e já levou 25 municípios a notificar a Defesa Civil.
Produtor perde 70% de 15 hectares de milho
O cultivo do fumo também preocupa. Só em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, onde não chove forte há pelo menos 90 dias, as perdas estimadas chegam a R$ 42 milhões. Em Bagé, a perspectiva de redução de 41% da área plantada de arroz retém investimentos.
Há 21 dias, Alberto Durigon, 46 anos, evitava estimar prejuízos na lavoura de milho. O produtor de Cruz Alta apenas lamentava a falta de chuva na fase mais delicada – a de florescimento e enchimento de grãos.
Agora, a realidade é outra. O mesmo milharal onde antes o verde predominava está completamente seco e amarelado. Em 150 hectares, as perdas se aproximam de 70%, o que significa prejuízo superior a R$ 90 mil.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Escassez gera perda bilionária no milho no RS

Antes mesmo do início do verão, o déficit hídrico no RS já sinaliza um prejuízo de R$ 1,3 bilhão. Este é o valor que deve deixar de ser injetado na economia frente à previsão de quebra de 50% na safra do milho, que, até agora, é a cultura mais afetada. A estimativa do analista Farias Toigo leva em conta a projeção da Conab de colheita de 5,77 milhões de toneladas e preço da saca de R$ 28,00. Conforme o economista, o cenário alarmante, embora ainda não confirmado, acendeu o sinal vermelho no campo. "Nos últimos dias, a saca subiu de R$ 24,00 para R$ 30,00 no Interior." Ele teme que aconteça o mesmo com a soja, mas destaca que ainda é cedo para avaliar possíveis perdas.
Hoje, a Emater divulga levantamento conjuntural que deve trazer novos reflexos da falta de chuva no Estado. Nas regionais, o impacto já é tabulado. É o caso dos 45 municípios do Noroeste, onde a média de redução na produtividade é de aproximadamente 20%. Porém, há quem tenha quebra de 60%. Nos 115,7 mil hectares cultivados com milho na região, a produtividade caiu de 4.351 quilos por hectare para 3.482 quilos por hectare. Com duas lavouras, que totalizam 25 hectares, o produtor Sérgio Cappellari, de Guia Lopes, interior de Santa Rosa, esperava colher 120 sacas por hectare, mas deve ter que se contentar com 60 sacas. O milho está impróprio até para silagem, o que faz com que Cappellari não saiba se conseguirá cumprir contrato de venda de 800 sacas firmado com cooperativa local.
As perdas nas lavouras dos 71 municípios assistidos pela Emater de Passo Fundo, onde foram cultivados 207 mil hectares, chegam a 40%. Segundo o agrônomo Cláudio Dóro, mesmo que venha a chover, as perdas já são irreversíveis. A situação é pior em Liberato Salzano, Constantina, Novo Xingu, Sarandi e Barra Funda, onde a quebra chega a 60%.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Milho só para silagem no RS

Na tentativa de salvar parte das lavouras de milho dos prejuízos do déficit hídrico, produtores do Estado estão adotando um "plano B" e destinando a produção para silagem. O Manual do Crédito Rural permite ao beneficiário destinar a massa verde da lavoura para alimentação animal se constatadas perdas superiores a 60%. Nestes casos, o relatório de comprovação de perdas poderá ser concluído com uma única vistoria à propriedade. Segundo o presidente da Apromilho, Cláudio Luiz de Jesus, mesmo que a silagem seja de baixa qualidade, esta é a única alternativa no momento, já que as principais regiões produtoras não registram volumes significativos de chuva há quase um mês.
É o caso da região do Alto Uruguai, onde há municípios em que, nos primeiros 15 dias de dezembro, a precipitação somou apenas 6 milímetros. A falta de água já traz reflexos em Campinas do Sul, onde, no mesmo período de 2010, a chuva atingiu 218 milímetros. Na localidade de Linha Creoula, produtores já colhem o milho para silagem do gado. "Se não chover até o Natal, o milho pode ter perda de 50%", avalia o prefeito de Campinas do Sul, Néri Montepó. A falta de chuva também começa a trazer preocupação nas lavouras de soja e ao abastecimento de suínos e gado leiteiro. Para amenizar os efeitos, a secretaria municipal de Obras está limpando e abrindo nascentes, desobstruindo córregos de acesso entre vertentes e depósitos de água e construindo açudes. O tempo seco também afeta os municípios de Benjamin Constant do Sul, São Valentim, Faxinalzinho e Erval Grande.
Mas os problemas dos agricultores não se limitam ao clima. Muitos produtores das regiões das Missões, Noroeste e Vale do Taquari têm encontrado dificuldades em acionar o Proagro. Na sexta-feira, a Fetag enviou comunicado para o Banco do Brasil solicitando que as agências sejam orientadas a aceitar os pedidos de cobertura do seguro. Segundo o assessor de Política Agrícola da Fetag, Airton Hochscheid, a federação recebeu inúmeras ligações de sindicatos reclamando que as instituições pedem para os produtores aguardarem.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Milho deve ser 1ª opção para muitos agricultores em 2012

O milho deverá ser a primeira opção de cultivo e deixará de ser apenas uma cultura de rotação para muitos produtores brasileiros em 2012. A produtividade, as tecnologias e o mercado estão favoráveis e devem dar ao Brasil cada vez mais destaque no cenário internacional. É o que afirma Alysson Paolinelli, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), ao comemorar que as perspectivas para o próximo ano são ainda melhores e que “o milho está em sua melhor fase”.
“Já tivemos bons períodos para o milho, mas, dessa vez, o momento é certamente o melhor já visto”, salienta o presidente. Segundo ele, essa é a primeira vez que todos os fatores que influenciam a cultura estão a favor do agricultor no Brasil. “O momento é completamente positivo. Estamos com bons resultados, produtividade elevada, clima favorável, bons preços, ótimas tecnologias agrícolas disponíveis e, além de tudo, o mercado internacional e os resultados dos países que eram grandes produtores, como EUA e China, não foram bons e, por isso, nossas exportações poderão crescer ainda mais”, explica.
Segundo o presidente, a Abramilho, como representante dos produtores, está em constante contato com o governo para melhorar algumas questões necessárias. “Logística de escoamento e infraestrutura das rodovias, portos e hidrovias são apenas alguns dos pontos que devem ser aprimorados. A Abramilho está ativa e batalhando por isso”.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Produção brasileira e mundial de milho na safra 2011/2012

Ao divulgar, na última sexta-feira (9) seu prognóstico mensal sobre a produção mundial agrícola na safra 2011/2012, o Departamento de Agricultura dos EUA corrigiu para cima – em 8,5 milhões de toneladas, quase 1% a mais – a projeção anterior sobre a produção mundial de milho, agora prevista em 867,5 milhões de toneladas, o que irá representar aumento de 4,8% sobre o volume previsto para a safra deste ano.
A expansão prevista é devida, em essência, à expectativa de um aumento de produção na China, segundo maior produtor mundial, com 22% do total projetado. Assim - diz o USDA – atinge-se novo recorde mundial, a despeito de um declínio de 3,5 milhões de toneladas na produção norte-americana que, mesmo assim, vai continuar respondendo por mais de 35% do volume total previsto.
Quanto ao quarto maior produtor do Planeta, o Brasil, o USDA mantém suas previsões em 61 milhões de toneladas, pouco mais de 7% da produção mundial projetada. É um volume não muito diferente daquele previsto internamente pela CONAB que, em seu terceiro levantamento de safra, divulgado na semana passada, projeta para a produção brasileira volume da ordem de 60,319 milhões, 4,9% maior que o produzido em 2011 e, coincidentemente, quase o mesmo índice de expansão previsto pelo USDA para a produção mundial.
Ressalve-se, aqui, que a quarta posição do Brasil só é válida se considerarmos a produção da União Europeia – 27 países – como a de um único país (63,9 milhões/t, nas projeções do USDA). Do contrário – e exatamente como ocorre na produção de carne de frango – o Brasil é o terceiro produtor mundial, atrás apenas de EUA e China.
Há, no entanto, um “porém” nesse posicionamento. Pois enquanto a carne de frango brasileira amplia continuamente sua participação na produção mundial, o milho mantém uma participação quase constante. Por exemplo, analisados os últimos 11 anos (2012: previsão), a participação média do milho na produção mundial foi de 6,6%, com variações máximas de apenas 1,3 e 1,7 ponto percentual acima e abaixo da média. Já o frango registra aumento de participação constante: segundo dados do próprio USDA, os 12,68% de 2001 devem se transformar em 16,37% em 2012.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

5º Encontro Cocamar de Produtores de Milho será nesta quarta-feira

Com duas palestras, a quinta edição do Encontro Cocamar de Produtores de Milho está programada para a manhã desta quarta-feira, dia 23, a partir das 9h30, na Associação Cocamar em Maringá. As inscrições começam às 9h e a previsão é que participem 350 cooperados especialmente convidados, representando toda a região da cooperativa – norte e noroeste do Estado. Após a abertura, o especialista Ricardo Trezzi Casa, da Universidade de Santa Catarina (Udesc), vai falar sobre “Diagnose e manejo de doenças foliares em milho”, com a identificação das principais enfermidades fúngicas foliares, danos e perdas em razão de doenças, controle por práticas culturais e controle químico; às 11h, Antonio Luiz Fancelli, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), aborda “Manejo nutricional para alta produtividade”, com foco no potencial produtivo da cultura, nutrição, importância da inoculação em gramíneas e da adubação em cobertura.

sábado, 19 de novembro de 2011

Análise semanal do mercado do milho

As cotações do milho em Chicago igualmente recuaram, porém, mais fortemente, fechando o dia 17/11 em US$ 6,14/bushel, após US$ 6,45 uma semana antes.
Os fatores para tal comportamento são semelhantes aos comentados na soja, com ênfase à valorização do dólar no mercado mundial e ao clima positivo sobre as novas lavouras da América do Sul, onde a produção tende a crescer de forma significativa.
No mercado argentino e paraguaio, a tonelada FOB ficou cotada a US$ 275,00 e US$ 197,50 respectivamente. Vale destacar que as chuvas voltaram bem nas regiões produtoras destes dois países.
Já no mercado brasileiro, os preços se mantiveram firmes no balcão gaúcho, pagando a média de R$ 25,89/saco, enquanto os lotes no norte e planalto do Estado ficaram em R$ 29,50/saco. Nas demais praças houve recuo de preços, com os lotes oscilando entre R$ 17,90/saco em Sorriso (MT) e R$ 28,75/saco em Videira e Concórdia (SC). A notar um recuo mais expressivo nos preços do Paraná, entre 3% e 5% na semana, fato que pressionou o mercado das demais regiões. Mas não parece ser um movimento duradouro neste momento de entressafra, embora o mercado já comece a se posicionar diante da possibilidade de uma expressiva colheita de verão.
Todavia, vale assinalar que no Paraná, para agosto, a safrinha apresentou preços nominais ao redor de R$ 26,50/saco nesse meados de novembro.
Paralelamente, e na contramão da pressão mais baixista, as nomeações de navios para novembro estão apontando um potencial de exportação ao redor de 1,1 milhão de toneladas, aumentando a projeção do volume final a ser vendido ao exterior no ano comercial fev/11-jan/12.
Enquanto isso, a safra de verão brasileira, no início de novembro, alcançava 65% da área semeada. No Rio Grande do Sul, naquele momento, a mesma atingia a 70% segundo a Emater.
Enfim, a semana terminou com a importação, no CIF indústrias brasileiras, valendo R$ 40,17 e R$ 37,06/saco, para novembro, respectivamente para o produto oriundo dos EUA e da Argentina. Para dezembro, o produto argentino ficou igualmente em R$ 37,06/saco. Já na exportação, o transferido via Paranaguá ficou em R$ 28,62/saco para novembro; R$ 28,83 para dezembro; R$ 29,31 para janeiro; R$ 29,38 para fevereiro; R$ 29,61 para março; R$ 29,97 para maio; R$ 30,12 para junho e R$ 28,06/saco para setembro/12.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Garantia de preço mínimo para milho não é cumprida na prática

Faz mais de 20 anos que o preço mínimo estabelecido para o milho não é cumprido no Brasil. O alerta é de Alysson Paolinelli, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). Ele explica que a cultura está em pleno crescimento no país, mas poderia evoluir muito mais se as políticas públicas fossem cumpridas e incentivadas corretamente.
“O Brasil tem capacidade para dobrar ou mesmo triplicar a produção de milho, mas, infelizmente, ainda existem alguns entraves que prejudicam o setor”, comenta o executivo. Segundo ele, o País é o único no mundo capaz de manter uma produção de qualidade o ano todo. “É importante criar uma cultura contínua para o grão e é isso que a Abramilho incentiva para os agricultores”.
Além da garantia de preço mínimo, Paolinelli afirma que é necessário que o governo melhore os financiamentos, o crédito rural, as condições de escoamento e logística para o produto e, mais importante, ofereça o seguro para os milhocultores. “Todos os países do mundo garantem seguro rural para seus grandes produtores. Apenas no Brasil isso não acontece”.
De acordo com o presidente-executivo, o País se encontra em um momento favorável, com ótimos preços, condições climáticas para a cultura e diversas tecnologias disponíveis. “As modernas máquinas e sementes muito mais produtivas nos colocam em condições de competir com os maiores produtores do mundo. Somos capazes de nos tornar o grande exportador de milho, e isso traria muitos benefícios para o Brasil”.
Integração da cadeia é importante para milho
“Avicultores, suinocultores, e produtores de insumos, fertilizantes e sementes devem se unir aos milhocultores em prol de toda a cadeia produtiva”, observa Paolinelli. Para ele, essa estratégia de unificação é a mais inteligente, já que cada setor depende do outro. “Boa parte da produção é destinada para consumo de aves e suínos. Dependemos deles para consumir nossa produção e eles dependem de nós para garantir alimentação aos seus animais”.

domingo, 23 de outubro de 2011

Plantio do milho atinge 80% na região de Ijuí/RS

Conforme o mais recente informativo conjuntural da Emater, o plantio do milho atingiu esta semana 60% da área prevista para o Rio Grande do Sul.

Na área de abrangência da Emater regional de Ijuí, a semeadura chega a 80%. Nas Missões, o cenário é semelhante. O desenvolvimento vegetativo das lavouras é considerado muito bom pelos técnicos.

Em relação ao trigo, a colheita atinge 10% da área no Estado. Na região celeiro o percentual chega a 30%, com produtividade entre 35 e 45 sacas por hectare. Nas Missões o rendimento fica entre 38 e 45 sacas por hectare.

domingo, 16 de outubro de 2011

Plantio do milho avança em ritmo acelerado no RS

A segunda semana de outubro foi mais um período de tempo instável, com temperaturas em ascensão. As chuvas registradas foram bastante irregulares em termos de volume acumulado, registrando índices que variaram entre um mínimo de 5,8 mm e um máximo de 146 mm, dependendo da região. Ainda que algumas regiões tenham apresentado desvios negativos em relação à média esperada para o período, até o momento não são relatadas situações de anormalidade com relação à implantação e ao desenvolvimento de lavouras e pastagens.
O plantio do milho segue em ritmo bastante intenso em todas as regiões produtoras, chegando nesta semana a 55% da área, contra uma média de 51% verificados nos últimos cinco anos. Com a umidade do solo em níveis adequados e a temperatura em elevação, as sementes não encontram dificuldades para a germinação, com 50% da área já se encontrando em pleno desenvolvimento vegetativo e em bom estado. Quanto aos preços do produto, apesar da pequena queda de 0,65% na cotação média da saca de 60 kg, a situação segue confortável para quem ainda tem o grão em estoque, com o produto apresentando uma valorização de 25,64% em relação aos preços médios dos últimos períodos.
Os produtores de arroz estão preocupados com uma possível falta de água nas barragens das Regiões da Campanha e da Fronteira Sudoeste, que não atingiram suas cotas máximas devido ao regime de chuva verificado durante o período de outono e inverno. Os atuais preços praticados pelo mercado também têm desestimulado os rizicultores, que ainda avaliam a real conveniência de plantar ou não a área projetada para este ano. O atual preço - R$ 22,90 para a saca de 60 kg - é 24,79% inferior ao valor médio para o período (outubro).
Apesar dos dias de chuva registrados durante o último período nas regiões produtoras de trigo, a colheita das lavouras pôde iniciar de forma mais visível, alcançando 6% da área cultivada neste ano. Outros 18% já se encontram maduros e podem ser colhidos assim que as condições meteorológicas permitirem. Os rendimentos obtidos nas primeiras áreas estão dentro do esperado, ficando entre 2.200 kg/ha e 2.400 kg/ha. Segundo avaliações dos técnicos da Emater/RS-Ascar, o potencial apresentado pelas lavouras em fase de enchimento de grãos/maturação apresenta-se superior, podendo influenciar positivamente a média esperada para este ano.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Produtor optou por comercialização antecipada


Levantamento realizado no mês de agosto pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) indica que 86,2% da safra 2010/11 de milho em Mato Grosso já está nas mãos do consumidor final. Nesta última semana, a comercialização da commodity saltou de 66,3% no levantamento de julho, para os atuais 86,2%, uma evolução de 19,9 pontos percentuais no mês.
Esse ritmo acelerado de comercialização já era esperado após a definição da produção do agricultor, que mantém o interesse nos patamares atuais do milho. No ano passado, no mesmo período, o índice de comercialização foi superior, alcançando 32,6 pontos percentuais.
Ao contrário da safra passada, o produtor conseguiu diluir as vendas do cereal ao longo da safra este ano. De acordo com dados do IMEA, quando iniciou o período de colheita, no mês de junho, mais de 60% da produção já estava comercializada.
O diretor financeiro da Aprosoja e produtor de milho em Sorriso, Nelson Piccoli, destaca que isso possibilitou ao agricultor manter-se numa situação mais confortável durante a ‘boca de safra’, que é quando o volume de milho aumenta e os preços tendem a cair.
“Nos últimos anos o produtor tem se profissionalizado dentro da atividade, gerenciando melhor os seus custos e tendo mais segurança na hora da tomada de decisão de qual o melhor momento para comercializar a produção. O resultado é uma garantia de rentabilidade e redução da possibilidade de riscos por eventuais oscilações de preços”, afirma Piccoli.
O milho alcançou preços históricos em Mato Grosso na última semana. Em Canarana, região Leste do estado, a saca chegou a ser vendida a R$ 20,70. A produção do cereal no estado para a safra 2010/11 fechou em 6,9 milhões de toneladas, num total de 1,7 milhões de hectares cultivados.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Grãos: Tendência é de baixos estoques mundiais

A análise sobre os baixos estoques internacionais de grãos foi um dos destaques da 14ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas (IOPD – sigla em inglês), realizado no Canadá. As reservas disponíveis atualmente atendem apenas a 20% da necessidade mundial. “Isso coloca o país dentro de um cenário de oportunidades e responsabilidades”, avalia o diretor executivo da Aprosoja, Marcelo Duarte, que participou das discussões.
O grande risco apontado por Duarte são os reflexos que isso poderá provocar no programa brasileiro de biocombustível. Outro fator também que poderá incidir sobre a oferta de grãos são as barreiras impostas pela União Europeia dentro da Diretiva de Energias Renováveis (Red, em inglês).
Nesse ritmo mundial de baixa produtividade, as cotações da soja no Brasil seguem em alta e as negociações estiveram mais aquecidas nos últimos dias, apesar de vendedores brasileiros ainda estarem cautelosos após as retrações de preços. Entre os fatores apontados como determinantes para este cenário mundial da agricultura estão o crescimento acelerado da renda de países em desenvolvimento, como China, o processo de urbanização acelerado e a combinação do uso de produtos agrícolas para a produção de biodiesel.
De acordo com o diretor executivo da Aprosoja, não há perspectiva de que os estoques aumentem, pois a produção não segue o mesmo ritmo do aumento da demanda. “Vamos conviver com os estoques apertados por muito tempo ainda”, avalia.
A demanda mundial de biodiesel no ano de 2010 foi de 18 milhões de toneladas métricas. A produção utiliza 11% do volume mundial de óleos vegetais. Em termos mundiais, ainda há especulação quanto ao tamanho da safra norte-americana e ao ritmo de compras da China – posicionados hoje como os responsáveis pela grande demanda mundial, consumindo algo em torno de 5 milhões de toneladas por ano de grãos.
Além da análise sobre os estoques internacionais de soja, a edição deste ano do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas discutiu alternativas de soluções técnicas a favor da aprovação de novos eventos de biotecnologia. O evento tratou também das perspectivas para a safra 2011/12, traçou uma avaliação sobre a Rodada de Doha e debateu ainda a Política Agrícola Comum (Cap, na sigla em inglês), o programa agrícola de subsídios do bloco europeu.
A delegação da Aprosoja que participou no Canadá do evento contou com a presença do pressidente da entidade, Glauber Silveira, e com o diretor do Fundo de Apoio à Cultura da Soja (Facs), Ricardo Tomczyk.
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