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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Calor afeta reprodução bovina

O calor excessivo que compromete a produção de grãos, leite e pastagens também pode gerar perdas na reprodução bovina de raças europeias. As altas temperaturas típicas entre os meses de dezembro e fevereiro causam desconforto aos animais e podem levar à morte do embrião. Segundo especialistas, 20% das vacas inseminadas ou cobertas com temperaturas de sofrimento podem abortar. Segundo o veterinário Antonio Cabistani, diretor da C.O.R.T Genética, nesses casos a incidência de embriões degenerados e de óvulos não fecundados é alta. "No verão temos temperaturas que passam dos 40°C quando necessitaria ser abaixo de 20ºC."
O problema é que na criação extensiva essa condição de temperatura ideal no verão é muito difícil. Os bovinos são criados a pasto no Estado, não confinados. O conselho então é evitar a inseminação nesta época do ano. Cabistani explica que as raças sintéticas conseguem suportar melhor o calor, porque a cruza com sangue zebuíno, especialmente o Nelore, garante pelo mais liso, maior superfície, mais glândulas sudoríparas, características que ajudam a dissipar o calor.
O pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Joal Brazalle Leal, observa que os bovinos aguentam trocas bruscas de temperatura - de 40°C ao dia para 20°C à noite. Mas diz que o calor constante baixa o metabolismo dos animais que, por isso, procuram a sombra. Ele diz que é possível ver claramente o comportamento de Hereford e Angus mudar com o calor. Os animais ficam mais ofegantes, buscam sombra ou açudes, enquanto os sintéticos seguem pastando. O calor ainda pode provocar prejuízos à qualidade do sêmen. Todo cuidado é pouco com as fêmeas também. O diretor da Farsul, Carlos Simm, destaca que a vaca, que está gestando ou em período de monta, tem que estar fisicamente preparada para passar pelo processo de parição. Isso é necessário para que a fêmea suporte a baixa na oferta de alimento no inverno.
Efeitos
Quando a incidência externa e a produção interna de calor são maiores que a capacidade do animal de eliminá-lo há:
- Aumento de consumo de água;
- Busca da sombra (letargia);
- Sudoração aumentada;
- Taquicardia e taquipneia (respiração rápida e ofegante);
- Aumento da temperatura retal;
Isso provoca perda de energia, diminuindo assim a capacidade produtiva, seja carniceira ou leiteira. A adaptabilidade é a capacidade que o animal tem de expressar a sua funcionalidade.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Missão brasileira deve inspecionar frigoríficos paraguaios na próxima semana

Uma missão de técnicos do Ministério da Agricultura irá ao Paraguai na semana que vem para inspecionar frigoríficos e verificar se as medidas de controle necessárias já foram adotadas. A decisão foi tomada depois que o país vizinho confirmou um novo foco de febre aftosa no departamento de San Pedro.
O Ministério da Agricultura considera que as chances do vírus contaminar o rebanho nacional são remotas. Ainda assim, foi retomado o nível de alerta emitido em setembro do ano passado, quando o Paraguai detectou o primeiro foco da doença, também no departamento de São Pedro.
Em Mato Grosso do Sul, na fronteira mais próxima do foco detectado no Paraguai, serão montadas barreiras do Exército nas vias secundárias, onde não existem postos de fiscalização, para evitar a entrada ilegal da carne bovina no Brasil. As barreiras devem ser montadas até o fim de semana.
Os militares estão atuando em parceria com os fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) em cinco pontos considerados de maior risco para a entrada do novo vírus identificado no país vizinho. As atividades de inspeção também estão sendo realizadas em 14 postos fixos e em 10 barreiras volantes em toda a fronteira do Estado.
A fiscalização nos Estados começou a ser monitorada em reuniões feitas por videoconferência. Segundo o Ministério, apesar do Brasil estar em estado de alerta, a doença não oferece riscos ao país, mas a situação exige cuidados.
– Como temos uma fronteira seca muito grande, temos que fazer um trabalho de conscientização com os produtores, com os técnicos e veterinários dessas regiões, afinal, boa parte dos fazendeiros do Paraguai são brasileiros, para que, durante esse período evitem ao máximo utilizar meios não convencionais de movimentação de animais – afirma o secretário substituto de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques.
Os indícios da doença haviam sido constatados há 20 dias, mas a confirmação oficial do Paraguai só veio nesta terça, dia 3. Além da demora no envio de informações detalhadas, o Ministério da Agricultura avalia que pode ter ocorrido falha na vacinação do gado daquele país e espera agilidade no repasse de novos dados.
– Nós imaginamos que o governo paraguaio encaminhe as informações. Nossa embaixada já está acionada, via diplomática, então estamos tentando captar isso. E segunda ou terça-feira nós mandaremos uma delegação ao Paraguai para fazer uma verificação nas indústrias que exportam ao Brasil em relação à medida de controle de acidentes na carne – relata Marques.
O Rio Grande do Sul implantou quatro barreiras volantes para fiscalizar a fronteira com a Argentina. Todos os postos do Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Estado também foram fortalecidos.
Em Santa Catarina, as atividades de fiscalização serão ampliadas a partir desta quinta. Além de intensificar o controle nas unidades do Vigiagro, as autoridades estaduais estão em contato com o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina para realizar um trabalho conjunto de controle de trânsito na divisa.
No Paraná, a fiscalização será reforçada a partir desta quinta, com o funcionamento de arcolúvios para a desinfecção de veículos procedentes do Paraguai, nas cidades de Guairá, Santa Helena e Foz do Iguaçu.
O ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho viaja ao Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira. Pela manhã ele vai a Ponta Porã para fazer visitas aos locais de inspeção e acompanhar o trabalho de fiscalização. Em Campo Grande, se reúne com o governador André Puccineli e com representantes da Superintendência Federal de Agricultura e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agropecuário.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Termina a segunda fase da vacinação contra aftosa

A segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a aftosa chega ao seu final nesta quinta-feira, 15 de dezembro, em todo o Brasil. Depois de já ter sido encerrada na maioria dos estados no dia 30 de novembro, a imunização continuou sendo realizada em oito unidades federativas.
Pernambuco, Piauí, Maranhão e a região centro-norte do Pará tiveram autorizada a transferência da vacinação para o período de 14 de novembro a15 deste mês. Amapá e Amazonas sofreram prorrogações de 15 dias nas datas iniciais e também finalizarão a aplicação das doses nesta quinta-feira. Os outros dois estados que concluirão o calendário normal neste prazo são Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ambos seguiam na campanha apenas na região do Pantanal.
A previsão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é de que tenham sido imunizados cerca de 160 milhões de bovinos e bubalinos ao longo desta fase. A meta anual é proteger todo o rebanho da zona livre de febre aftosa com vacinação - 205,6 milhões de animais aproximadamente - e superar o índice de cobertura vacinal alcançado em 2010, que foi de 97,4%.
Na maioria das unidades federativas, os rebanhos bovinos e bubalinos de todas as idades foram vacinados. Já na Bahia (exceto zona de proteção) e em Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe, Tocantins (exceto zona de proteção) e Distrito Federal apenas os animais com idade até 24 meses receberam a segunda dose. As áreas indígenas de Raposa Serra do Sol e São Marcos (Roraima), na fronteira com a Venezuela, receberam vacinação oficial.
Os serviços veterinários estaduais têm, aproximadamente, 30 dias para enviar o relatório final da segunda etapa de vacinação para o Mapa. O balanço geral da cobertura vacinal deverá ser divulgado pelo Ministério no final de janeiro.
Sabia mais sobre o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa: http://www.agricultura.gov.br/portal/page/portal/Internet-MAPA/pagina-inicial/animal/sanidade-animal/programas/febreaftosa

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

RS reduz o controle à aftosa

O começo da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul, no começo deste mês, marcou a redução pela metade das seis equipes volantes da Secretaria da Agricultura colocadas em circulação por causa do foco de aftosa no Paraguai, em 18 de setembro. Os três grupos remanescentes permanecem até o final deste mês com o trabalho de controle nos municípios das regiões de São Luiz Gonzaga e de Ijuí, consideradas áreas de risco. Além destas equipes, técnicos e veterinários locais do serviço público prosseguem auxiliando na inspeção em propriedades para averiguar a existência de animais sem procedência, além de trânsito irregular de gado.
Segundo o coordenador do Programa de Febre Aftosa, Fernando Groff, o fato de não terem sido comunicados fatos novos no Paraguai deu tranquilidade para redimensionar o efetivo, considerado adequado no momento. Nesta semana, autoridades sanitárias paraguaias informaram ao Conselho Veterinário Permanente do Mercosul que está em curso a sorologia dos animais no raio de até 25 quilômetros do foco. Pelas regras da OIE, até 3 quilômetros a sorologia cobre 100% do rebanho. Nas demais faixas, são sorteadas propriedades a serem submetidas à sorologia. A operação estadual é complementada pelo governo federal, que mantém fiscalização redobrada nos postos fixos em Itaqui, Uruguaiana, Porto Xavier e São Borja 24 horas do dia. Além disso, as Forças Armadas permanecem com barreiras volantes no Estado.

domingo, 30 de outubro de 2011

Agricultura lança a campanha de vacinação da Bolívia

Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) participam do lançamento do 22º Ciclo de Vacinação Contra a Febre Aftosa da Bolívia no dia 1º de novembro, em La Paz. A comitiva brasileira permanecerá no país de 31 de outubro a 2 de novembro. O grupo será liderado pelo secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim. Também estarão presentes o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Guilherme Marques, e o coordenador de Trânsito e Quarentena Animal, Bruno Cotta.
O objetivo da viagem é reafirmar o compromisso do governo brasileiro de colaborar com os países vizinhos no processo de erradicação da doença nessas regiões. Além da solenidade de abertura da campanha de imunização, o diretor Guilherme Marques participará de uma reunião bilateral com as autoridades bolivianas para a definição de ações futuras de apoio técnico e financeiro entre os países.
Em outro encontro importante, o ministério será representado pelo coordenador Bruno Cotta na discussão sobre questões relacionadas à certificação sanitária para que o Brasil possa reabrir a exportação de bovinos vivos para a Bolívia. A Bolívia registrou o último foco da doença em 2007 e tem um rebanho de, aproximadamente, sete milhões de bovinos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pesquisador propõe bioacústica para quantificar atividades de pastejo

“A bioacústica tem sido proposta por ser um método não invasivo, com baixo custo e que possibilita a identificação das atividades dos ruminantes de forma contínua, sem afetar o comportamento do animal”, afirma o pesquisador Júlio K. Da Trindade, da Fepagro Forrageiras, de São Gabriel. “O princípio está no fato de as atividades dos animais apresentarem características acústicas que potencialmente permitem discriminá-las”, acrescenta. A pesquisa foi publicada em Nota Científica na Revista Pesquisa Agropecuária Brasileira, editada pela Embrapa.
O trabalho “Potencial de um método acústico em quantificar as atividades de bovinos em pastejo” faz parte da tese de doutorado do pesquisador, com a participação de professores e alunos de pós-graduação da UFRGS e da Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires, Argentina. A iniciativa busca avaliar o potencial de um método acústico na quantificação do tempo de pastejo, de ruminação e de outras atividades realizadas por novilhas de corte em pastagem natural do bioma Pampa.
Segundo Da Trindade, as determinações do tempo e do padrão das atividades que os animais domésticos desempenham são fundamentais para compreender as decisões tomadas no processo de exploração do ambiente pastoril, além de essenciais para o planejamento de ações por parte do manejador do sistema. “O tempo diário dedicado à atividade de pastejo pelos ruminantes domésticos pode ser considerado um indicador da condição alimentar (quantidade e composição química da forragem) encontrado na pastagem”, explica ele. Quando a quantidade e/ou qualidade da forragem restringe o consumo de forragem pelos animais, estes alteram seu comportamento incrementando o tempo dedicado aos processos envolvidos na busca e colheita de alimento. Em situações de restrição alimentar é comum identificar bovinos comendo por mais de 10 horas diárias. Além de apresentarem elevado tempo de pastejo em situação de restrição alimentar, o custo energético da procura, seleção e manipulação do alimento também são aumentados. Este custo tem sido estimado entre 25 a 50% dos requerimentos diários de energia. Assim, condições que proporcionam elevado tempo dedicado à alimentação estão associadas com elevado gasto energético, comprometendo o desempenho dos animais.
Para o pesquisador o monitoramento dos animais possibilita identificar o momento do dia que, por exemplo, vacas leiteiras teriam melhor benefício ao entrar em um novo piquete, quando se utiliza o método de pastoreio rotativo. Trabalhos publicados na literatura internacional indicam um aumento na produção de leite de cerca de 5% e um aumento no teor de gordura e proteína do leite de 4,7 e 0,4 g/kg quando se oferece um novo piquete às vacas após a ordenha da tarde. Os estudos mostram o padrão das atividades comportamentais e identificaram o período da tarde como o momento do dia no qual as vacas concentram a atividade de pastejo e os teores de carboidratos solúveis no pasto estão elevados. Entretanto, estudos de comportamento de ruminantes a pasto carecem ainda de métodos acurados e de fácil utilização. Poucos foram, de fato, os avanços em buscar-se um método preciso que facilmente quantifique o tempo dedicado pelos ruminantes domésticos na realização de suas atividades diárias.
As constatações acerca do método acústico proposto pelo pesquisador confirmam a possibilidade de uso da bioacústica para quantificar o tempo diário das atividades de pastejo e ruminação, uma vez que possuem padrões de registros bastante distintos e facilmente discriminados em softwares de áudio. A maior vantagem da técnica é a sua precisão, já que a presença dos avaliadores no método visual pode afetar o comportamento dos animais.
Além disso, no método acústico, a observação noturna é possível e não há necessidade de avaliadores permanentes, o que permite uma estimativa mais fidedigna. É importante destacar que os instrumentos e os programas utilizados neste trabalho são de custo inferior aos instrumentos de medição do comportamento ingestivo disponíveis até o momento.
Recentemente, Da Trindade enviou um projeto ao CNPq que, se aprovado, possibilitará avançar no desenvolvimento do método bioacústico para o monitoramento de ruminantes domésticos e para o entendimento dos processos envolvidos no pastejo e de sua interação com as condições de alimentação e manejo do ambiente pastoril.

A Nota Científica pode conferida no seguinte endereço: http://webnotes.sct.embrapa.br/pdf/pab2011/08/46n08a25.pdf

As informações são da Fepagro.

sábado, 20 de agosto de 2011

Material genético de qualidade valoriza rebanho

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento é responsável pelo registro de todos os estabelecimentos que produzem, processam e comercializam sêmen e embriões de animais. O material genético de bovinos, bubalinos, caprinos, eqüídeos, ovinos e suínos, ovos férteis de aves domésticas e ovos e larvas de bicho-da-seda é registrado pelo ministério.
Hoje, 2.050 estabelecimentos trabalham com a multiplicação animal e estão registrados. O controle é feito pela Divisão de Fiscalização de Material Genético Animal (DMG/DFIP), por meio do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários (DFIP/DAS), órgão que integra a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA).
Para a comercialização de sêmen, os estabelecimentos que processam o material, denominados Centros de Coleta e Processamento de Sêmen, devem inscrever os animais doadores no cadastro do Ministério da Agricultura. Todos os animais são previamente submetidos a exames sanitários e avaliações clínicas. Também são realizados testes de identificação genética e análises de desempenho zootécnico. O procedimento tem como objetivo selecionar os melhores animais com aptidão para a produção de carne e de leite.
O aumento da produtividade de um rebanho está relacionado com a qualidade do material genético usado na propriedade. “É fundamental que o produtor se conscientize da importância de se adquirir material genético somente de empresas registradas no ministério”, afirma o chefe da divisão do ministério, Beronete Barros. A fiscalização busca verificar a conformidade com os dispositivos legais vigentes para que o material seja comercializado com identidade e qualidade.
Saiba mais
No portal do Ministério (www.agricultura.gov.br), no menu “Animal”, estão disponíveis os estabelecimentos registrados e os reprodutores inscritos e aptos à coleta de sêmen, além da legislação vigente. Para visualizar estas informações, basta escolher uma espécie, e selecionar a opção “Material Genético”.
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