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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Congresso Brasileiro do Agronegócio discute Alimento barato


No 2º painel do 10° Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado nesta segunda-feira em São Paulo, em palestra sobre paradigma do alimento barato, o economista José Roberto Mendonça de Barros, consultor da MB Associados, disse que por ora os preços dos alimentos ainda não explodiram, mas a tendência é de alta no futuro por diferentes razões: aumento da demanda mundial, especialmente por causa do crescimento da população urbana, do aumento da renda e mudanças nos padrões alimentares; volatilidade nos preços das commodities, demanda por água e energia e, no caso do Brasil, valorização do real frente ao dólar, tributação elevada e gargalos em infraestrutura e logística para escoar a produção. “A demanda é crescente e continuará a pressionar o mercado, mas, por enquanto, os preços devem ficar estáveis”, acrescentou.
Para Mendonça, o agronegócio brasileiro é um caso de sucesso, mas os problemas não são triviais. “Temos que reduzir a dependência da China, avançar nos biocombustíveis de 2ª geração e na bioquímica, e resolver de forma rápida questões de regulamentação, compra de terras e política ambiental”.
Para o moderador Ingo Plöger, presidente do Conselho Empresarial da América Latina (CEAL), um dos paradigmas em evidência hoje é que ninguém imaginava, há alguns anos, que os alimentos ficariam tão caros por conta da alta das commodities. Segundo José Antonio do Prado Fay, presidente da Brasil Foods, o alimento é talvez o item mais estratégico de um país e o Brasil está cumprindo seu papel de um dos maiores celeiros do mundo. 
Agronegócio e sociedade
Com mediação do jornalista William Waack, agronegócios e sociedade, tema do 3º painel do Congresso, foi um dos que provocaram os mais calorosos debates. Roberto Araújo, gerente de Comunicação de Marketing para América Latina da Basf, empresa responsável por um vídeo que explica em linguagem simples o que é agronegócio, defende que é preciso mostrar que o setor é próspero, um sucesso, o futuro do País. “É preciso usar a emoção para mostrar à sociedade que sustentabilidade é produzir mais alimentos com tecnologia, de forma preservada, utilizar menos água”.
Para Bob Costa, diretor da Nova S/B, agência responsável pela campanha “Sou Agro”, as percepções da sociedade mudam rapidamente e “temos sido reféns do que representa o agronegócio, já que não temos reagido com a mesma velocidade”. Já José Luiz Tejon Megido, diretor do Núcleo de Agronegócio da ESPM, apresentou resultados de duas pesquisas, uma com a classe C e outra com classe A, que mostram que a população sabe muito bem o que é agronegócio. “A classe C é bem mais informada do que parece. Essa população entende que agronegócio é progresso, sucesso, e vê positivamente a figura do agricultor. Sabe que é preciso usar ‘produtos’ para adubar a terra, para matar a praga que come a plantação, mas também sabe que alguns exagerem na dose. Confesso que os resultados nos surpreendeu positivamente”. 
O fazendeiro Luiz Marcos Suplicy Hafers, presidente da Jamaica Agropecuária, foi a voz mais discordante do debate. Ao comentar os resultados das pesquisas, disse que as estatísticas não o convencem, mas fez uma mea-culpa. “Nós fazendeiros não conseguimos nos comunicar de maneira correta com a sociedade, por isso não somos valorizados. Somos responsáveis pelo equilíbrio da balança comercial do País, mas a sociedade nos enxerga como caloteiros, latifundiários. Mas a culpa é nossa, por não participarmos dos debates”. No final, disse que “agricultura é muito mais do que números, economia, envolve mais um monte de vida do que meio de vida”.
Agronegócio e governo
A difícil relação entre o agronegócio e o governo exige estratégia que inclui a clareza nas manifestações por parte dos integrantes do setor, segundo conclusão do 4º Painel do 10º Congresso Brasileiro do Agronegócio, cujo tema foi justamente a “Agronegócio e Governo”. Para o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o entrave está na falta de liderança, o que não ocorre apenas no Brasil, mas em todo o mundo. “O governo, na realidade, não sabe como deve se comportar.”
Para o ex-secretário da Agricultura de São Paulo, João Sampaio, o governo não adota uma política adequada porque ele está condicionado ao interesse dos eleitores, que por sua vez, não estão conscientes da importância do setor agrícola. Yoshiaki Nakano, diretor da FGV, se mostrou, no entanto, otimista. Para ele, a nova classe média é conservadora e deverá cobrar do governo uma atitude mais ativa em favor do agronegócio.

Assessoria de Imprensa da ABAG
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