As metas do governo estadual para o campo são otimistas, apesar da situação financeira de "desarranjo estrutural" do Estado que tem déficit previsto de R$ 500 milhões para este ano. A expectativa é que o setor, por meio do orçamento de secretarias, autarquias, fundações e empresas ligadas ao meio rural, conte com 36,8% mais verba que o projetado na gestão passada. Com dinheiro federal, convênios e empréstimos, o Plano Plurianual 2012/2015, que deve passar pela Assembleia Legislativa (AL) em até 60 dias, soma R$ 2,67 bilhões. No governo Yeda Crusius, foram R$ 1,9 bilhão, valor corrigido pelo IGP-M do período. Na contramão, o Irga tem previsto recuo de 25,5%.
De acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, que terá R$ 855,76 milhões à disposição, a necessidade de mais recurso é consenso. "Agora, precisamos trabalhar para que isso se concretize." Já o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, avalia o montante previsto para sua Pasta - R$ 1,15 bilhão, adequado à realidade. Procurado pela reportagem, o ex-secretário da Agricultura Gilmar Tiethböl não quis se manifestar sobre repasses na gestão Yeda.
Contudo, na avaliação do economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, projeções dificilmente são cumpridas. A crise econômica mundial que se avizinha e a previsão de receita baseada em taxas de crescimento do PIB que não devem ser alcançadas são alguns dos agravantes. Ao analisar os dados globais do PPA, Santos acredita que a receita de R$ 150,671 bilhões para o período também está superestimada em R$ 1,56 bilhões. "As taxas de crescimento consideradas para o PIB brasileiro são superiores às verificadas no período 2003-2010. Para 2012, por exemplo, estão previstos 5,5% ao ano e os analistas preveem no máximo 4%."
Entregue pelo governador Tarso genro à AL neste mês, o PPA projeta valores orçamentários do Estado para o quadriênio. A relatora do projeto de lei do PPA, deputada Juliana Brizola, terá até o dia 12 de setembro para entregar o seu parecer. A previsão é de que o documento seja apreciado em 15 de setembro pela Comissão de Finanças e entre 20 e 28, em Plenário. Assim, o texto retornaria ao governo do Estado, para sanção do governador até o dia 1º de outubro.
De acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, que terá R$ 855,76 milhões à disposição, a necessidade de mais recurso é consenso. "Agora, precisamos trabalhar para que isso se concretize." Já o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, avalia o montante previsto para sua Pasta - R$ 1,15 bilhão, adequado à realidade. Procurado pela reportagem, o ex-secretário da Agricultura Gilmar Tiethböl não quis se manifestar sobre repasses na gestão Yeda.
Contudo, na avaliação do economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, projeções dificilmente são cumpridas. A crise econômica mundial que se avizinha e a previsão de receita baseada em taxas de crescimento do PIB que não devem ser alcançadas são alguns dos agravantes. Ao analisar os dados globais do PPA, Santos acredita que a receita de R$ 150,671 bilhões para o período também está superestimada em R$ 1,56 bilhões. "As taxas de crescimento consideradas para o PIB brasileiro são superiores às verificadas no período 2003-2010. Para 2012, por exemplo, estão previstos 5,5% ao ano e os analistas preveem no máximo 4%."
Entregue pelo governador Tarso genro à AL neste mês, o PPA projeta valores orçamentários do Estado para o quadriênio. A relatora do projeto de lei do PPA, deputada Juliana Brizola, terá até o dia 12 de setembro para entregar o seu parecer. A previsão é de que o documento seja apreciado em 15 de setembro pela Comissão de Finanças e entre 20 e 28, em Plenário. Assim, o texto retornaria ao governo do Estado, para sanção do governador até o dia 1º de outubro.