Rua 7 de Setembro, nº 521, Fone 55 3536-1066 - E-mail: stralegria@fetagrs.org.br - Alegria RS. Tecnologia do Blogger.

sábado, 6 de agosto de 2011

Trigo: Tendência de alta no curto e no longo prazo

A tendência é de alta dos preços internos do trigo no curto prazo e no longo prazo. Com mais de 25% da safra paranaense de trigo já colhida, os negócios envolvendo o cereal são esporádicos no mercado interno. Sem pressão de compra, já que ainda dispõem de produto importado em estoque, os moinhos sinalizam preços abaixo da paridade importação, condição apresentada pela maioria dos produtores para começar a negociar. O vendedor pede R$ 500 a tonelada no norte do Paraná, enquanto o comprador paga até R$ 470 a tonelada. No Rio Grande do Sul, o mercado sinaliza preços entre R$ 470 e R$ 475 a tonelada para produto da safra que começa a ser colhida no final de outubro no Estado. Para este ano-safra a indústria moageira não deverá ter problemas de abastecimento. A Argentina deverá dispor de volume suficiente de trigo para atender o Brasil, que importa cerca de 50% das necessidades do grão, ou 5,2 milhões de toneladas/ano. O restante os moinhos obtêm internamente. Em 2010/2011, a safra nacional deve atingir 5,3 milhões de toneladas, de produto de qualidade superior à da safra passada, comprometida pelo clima. Deve haver maior regularidade na oferta de trigo argentino, ao contrário dos últimos anos. A indicação é de preço mais alto para os produtores nacionais neste ciclo 2010/2011, e que deve impactar nos derivados. Na expectativa da nova safra nacional, os moinhos realizam poucos negócios com trigo importado. Há pouca oferta de produto da safra passada. Por conta disso, na Argentina, o trigo é negociado entre US$ 345 e US$ 350 a tonelada, contra US$ 300 a tonelada FOB Golfo do trigo americano. Já o produto da safra nova argentina tem preço entre US$ 300 e US$ 310 a tonelada para embarque em dezembro. O Paraguai oferta trigo ao Brasil a US$ 285 a tonelada. 
Devido à pressão de custos provocada pelo aumento nos preços de insumos e serviços, o setor de biscoitos e massas alimentícias precisa de um realinhamento nos preços de até 9%. As empresas já vêm absorvendo os aumentos praticados pelos fornecedores. A partir de agora, precisam promover um realinhamento para que possam manter-se sadias. Entre os itens reajustados que causaram essa reavaliação estão: farinha de trigo, 20%; açúcar, 25%; gordura, 15%; papelão, 20%; embalagens, 15%; frete, mais de 15% e acordos coletivos de trabalho, que seguiram os índices da inflação. A farinha de trigo especial utilizada pelas massas frescas teve reajustes acima de 30%. A maioria dos insumos são commodities, ou seja, têm seus preços regulados pelo mercado internacional, a exemplo do trigo, que vem tendo seus preços aumentados desde a quebra da safra russa. Os preços finais dependem do tipo do produto e de cada fabricante. Presente em 98% dos lares e com 585 indústrias, o Brasil é o segundo maior mercado de biscoitos no mundo, ficando abaixo somente dos Estados Unidos. A perspectiva para 2010 é de 3% de crescimento em relação a 2009, que registrou um incremento de 2,5%, fechando o ano com um total de 1,206 milhão de toneladas. A produção brasileira de massas alimentícias é de 1,227 milhão de toneladas, com um consumo per capita de 6,5 quilos/habitante/ano. 
Para a próxima página clique em postagens mais antigas

Contato:

Fone: 55 3535-1066
Alegria RS
acesso gratis

  ©Template by Dicas Blogger.