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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Produtores de suínos do RS acumulam mais perdas

Os produtores de suínos do estado gaúcho amargam mais um período de perdas que acompanham o setor desde a crise econômica mundial que se iniciou no final do ano de 2008. Para o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Valdecir Folador, o momento é angustiante diante de mais uma queda no preço do suíno, registrada no mês de agosto em índice de 19%. De acordo com o dirigente, o embargo russo a carne suína brasileira acabou provocando uma oferta interna maior do produto, o que trouxe como conseqüência a queda nos preços. “O setor está no seu limite, pois o custo de produção já ultrapassou o valor que a indústria frigorífica pega, pelo quilo do animal vivo”, disse Folador. Outra notícia, que aumentou a inquietude dos suinocultores, é a previsão de uma redução na safra de milho americana. “O nosso cereal está valorizado, bem como o farelo de soja, principais insumos utilizados na engorda dos animais. Isto significa mais prejuízos para o nosso setor”, salienta o presidente da Associação.
Conforme Folador, a diferença entre o custo de produção e o valor que o produtor recebe é enorme no momento. Cita que, para cada quilo de engorda são investidos R$ 2,50, contra R$ 2,15 recebidos pelo sistema não integrado e R$ 1,90 pelo integrado. “Assim novos investimentos no setor se tornam impossíveis. O que se ganha hoje não garante nem a subsistência do suinocultor, que trabalha no vermelho”, completa Folador. Para ele, o Brasil precisa buscar outros mercados internacionais para a carne suína o que abriria o leque que atualmente se concentra em países como a Rússia, Argentina e Ucrânia. A carne suína tem 18% como destino o mercado das exportações enquanto 82% permanece no país para o consumo interno. “Os números apontam para uma oferta caseira elevada para um consumo que aumenta em passos lentos”, explica.
“Em 36 meses podemos dizer que apenas seis deram fôlego para nós, o restante do tempo foram acumuladas perdas”
Folador aponta que nos últimos três anos houve apenas pequenos períodos onde os produtores de suínos conseguiram obter algum lucro com a atividade. “Em 36 meses podemos dizer que apenas seis deram fôlego para nós, o restante do tempo foram acumuladas perdas. Não temos mais gordura para queimar”, disse o presidente da Associação. A grande esperança que vê é um aumento no consumo da carne suína dentro das famílias brasileiras. Mesmo sabendo ser um processo lento aposta que de dois a três anos o consumo por pessoa anualmente chegue nos 16 quilos, cerca de três a mais da média atual, que gira nos 13 quilos. Folador acredita que mesmo havendo uma reação em toda a cadeia consumidora da carne suína o ano de 2011 deverá fechar no vermelho. “Nossa esperança agora se concentra nas vendas de final de ano, datas que habitualmente se consome mais carne suína”, comenta. O Rio Grande do Sul abate em média de 7,2 milhões de suínos por ano, que garantem uma produção de 560 mil toneladas de carne.
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