O governo estadual trabalha para regularizar em 2012 o uso de áreas no parque Assis Brasil, em Esteio, e resolver um passivo criado ao longo de três décadas. Com isso, espera aumentar a arrecadação pública. Atualmente, empresas privadas pagam pela utilização dos espaços que construiram, mas entidades sem fins lucrativos, caso das associações de raça, não. Há todo tipo de situação: desde contratos vencidos até casos em que não existe nenhuma relação contratual entre as partes. Durante o balanço da Expointer, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, disse que a partir da reorganização do parque será possível atrair novos parceiros e ampliar espaços.
Ainda que sem fins lucrativos, praticamente todas as entidades obtêm renda com a Expointer, por meio dos restaurantes e a venda de produtos como roupas e acessórios com marca das raças em seus estandes.
A intenção de cobrar aluguel, restrita aos bastidores, divide opiniões. O presidente da Farsul Carlos Sperotto, é veementemente contra. Reconhece que o chão sobre o qual as entidades levantaram suas sedes pertence ao poder público e que, legalmente, o governo nem precisaria negociar. Mas, pondera que, sem os expositores, os maiores eventos realizados no parque - Expointer e Fenasul - não existiriam. O departamento jurídico da federação formula um modelo de contrato único das associações para levar ao governo. A contrariedade é reforçada por presidentes de algumas associações, que preferem não se identificar. A presidente da Febrac, Elisabeth Cirne Lima, vê o processo com tranquilidade. "Assim será possível uma maior segurança para planejar ações de médio e longo prazo." De acordo com Mainardi, não há uma posição definida sobre o assunto. "Toda e qualquer decisão será tomada em conjunto com a sociedade", frisou. O assunto prossegue na reunião da Comissão Permanente da Expointer, ainda sem data marcada.
Ainda que sem fins lucrativos, praticamente todas as entidades obtêm renda com a Expointer, por meio dos restaurantes e a venda de produtos como roupas e acessórios com marca das raças em seus estandes.
A intenção de cobrar aluguel, restrita aos bastidores, divide opiniões. O presidente da Farsul Carlos Sperotto, é veementemente contra. Reconhece que o chão sobre o qual as entidades levantaram suas sedes pertence ao poder público e que, legalmente, o governo nem precisaria negociar. Mas, pondera que, sem os expositores, os maiores eventos realizados no parque - Expointer e Fenasul - não existiriam. O departamento jurídico da federação formula um modelo de contrato único das associações para levar ao governo. A contrariedade é reforçada por presidentes de algumas associações, que preferem não se identificar. A presidente da Febrac, Elisabeth Cirne Lima, vê o processo com tranquilidade. "Assim será possível uma maior segurança para planejar ações de médio e longo prazo." De acordo com Mainardi, não há uma posição definida sobre o assunto. "Toda e qualquer decisão será tomada em conjunto com a sociedade", frisou. O assunto prossegue na reunião da Comissão Permanente da Expointer, ainda sem data marcada.