Os efeitos do tempo seco no RS começam a ser sentidos na soja. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater divulgado nessa quinta-feira (22), a deficiência hídrica afeta o desenvolvimento inicial das plantas e a germinação das sementes. Estes estágios representam 94% da área total a ser semeada no Estado, de 4,1 milhão de hectares. O restante aguarda a chuva para implantação. Segundo o técnico da Emater Alencar Rugeri, as perdas ainda não são mensuráveis. Contudo, no Noroeste, produtores temem pelo pior. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tuparendi e Porto Mauá, Oscar Avrello, diferente do ano passado, quem plantou no cedo não se deu bem. Sojicultores dos dois municípios, que respondem por 10 mil ha, devem ter a produtividade reduzida de 50 sacas/ha para 40 sc/ha, já que as lavouras estão em floração. Semeados no final de novembro, os 15 ha da propriedade de Avrello também sofrem. "Apesar de ter germinado bem, as plantas estão murchas e o desenvolvimento, estagnado."
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